Por José Inácio Werneck - Por razões longas de explicar, esclareço aos leitores que estou no momento quase aos pés das Montanhas Rochosas, em Edmonto, na Província de Alberta, nas pradarias canadenses, e um incidente ocorrido na quarta-feira à noite leva-me a concluir que houve um ponto dado em favor do Canadá, o que estou anotando devidamente.
O álcool é uma droga legal, o doloroso é como destrói seus viciados
Por razões longas de explicar, esclareço aos leitores que estou no momento quase aos pés das Montanhas Rochosas, em Edmonto, na Província de Alberta, nas pradarias canadenses, e um incidente ocorrido na quarta-feira à noite leva-me a concluir que houve um ponto dado em favor do Canadá, o que estou anotando devidamente.
Acontece que duas imigrantes da Europa Oriental, Lilia Ratmanski e Milana Muzikante, estavam a bordo de um avião que saíra do aeroporto internacional de Pearson e se dirigia a Cuba.
Quanto o avião sobrevoava a Carolina do Sul, nos Estados Unidos, o detetor anti-fumaça deu o alarme a bordo. Foram ver o que se passava, eram as duas passageiras russas fumando, apesar do vôo ser totalmente proibido para cigarros e charutos.
Quando a equipe de bordo pediu-lhes que apagassem os cigarros, foi verificado que Lilia e Milana estavam não apenas fumando como totalmente bêbadas.
Pelo que se apurou, elas haviam comprado bebidas alcoólicas no Duty Free e, sem esperar chegar ao destino, beberam tudo no banheiro de bordo.
A tentativa de conversa com as duas acabou degenerando em tamanho conflito que, alertadas, as autoridades canadenses enviaram dois caças a jato CF-18 que interceptartam o avião e o obrigaram a retornar a Toronto.
Diz o pessoal de bordo que, para coroar o mau comportamento, as duas passageiras tinham feito ameaças à segurança do vôo.
Vocês podem imaginar a imensa vaia que Lilia e Milana receberam dos demais passageiros, ao saírem algemadas de bordo, depois de causarem um atraso de horas em seus planos para um fim-de-semana em Cuba, aproveitando o fato de que, nesta segunda-feira, é feriado no Canadá.
Elas foram ouvidas e liberadas sob fiança mas correm o risco de receber pena de prisão perpétua.
Acho que não acontecerá, mas de uma prisão mais curta e uma imensa multa, não conseguirão escapar.
Alguém poderá dizer que este não foi um ponto em favor do Canadá?
José Inácio Werneck, jornalista e escritor, trabalhou no Jornal do Brasil e na BBC, em Londres. Colaborou com jornais brasileiros e estrangeiros. Cobriu Jogos Olímpicos e Copas do Mundo no exterior. Foi locutor, comentarista, colunista e supervisor da ESPN Internacional e ESPN do Brasil. Colabora com a Gazeta Esportiva. Escreveu Com Esperança no Coração sobre emigrantes brasileiros nos EUA e Sabor de Mar. É intérprete judicial em Bristol, no Connecticut, EUA, onde vive.Direto da Redação é editado pelo jornalista Rui Martins.
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