Este é o recado mais do que claro dos Estados Unidos. Eles, sim, estão se cuidando, e muito bem, quando não aceitaram o debate da questão cambial no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Questão e foro, aliás, nos quais a China também não tem interesse em travar discussão.
Como a China também resiste a agendar a questão nos organismos internacionais multilaterais, não resta outro caminho ao Brasil - o país tem que se cuidar. Por si próprio, sem esperar que a solução venha de discussões destes foros porque os competidores internacionais já deixam claro não aceitar discutir lá.
Os Estados Unidos não concordaram com a proposta brasileira, apresentada pelo embaixador Roberto Azevedo aos integrantes da OMC, pela qual sugeria estudos no âmbito da OMC sobre o papel de organismos internacionais - como o FMI e o G-20 - na tomada de decisões em relação ao câmbio.
A resistência norte-americana já era esperada, inclusive pelo nosso Ministério de Relações Exteriores. Há o problema adicional de também a China não ter interesse em debater o assunto porque o yuan fraco incentiva as exportações chinesas e dificulta a entrada de produtos importados no país.
Assim, temos que tomar todas medidas internas para controlar a entrada de capitais de acordo com nossos interesses nacionais e evitar a valorização do real e o desmonte de nossa indústria. este é o caminho a seguir. O resto é conversa fiada.
Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026
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