Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

O Brasil não pode perseguir um crescimento modesto

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 11:22, por: CdB

Não foi surpresa para ninguém o fato de a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) ter anunciado que seus associados, os bancos, reduziram a previsão de crescimento do país para este ano. Pesquisa da instituição adianta que os bancos reduziram a previsão, antes próxima aos 4%, para 3,5%. Para 2012 a alta do PIB estimada pelos bancos é de 3,8%.

A desaceleração da economia já era esperada. Não se aumenta juros, como foi a tônica do Banco Central até a penúltima reunião do Conselho de Política Monetária (COPOM), e não se corta gastos e crédito sem conseqüências diretas no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

A verdade é que ninguém sabe onde vai parar a desaceleração da economia. Por enquanto, o que temos na mão são sinais contraditórios. O IBC-Br (Índice de Atividade do BC), que funciona como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) indicou o maior crescimento em seis meses, de 0,46% na comparação mensal. Mas quando se compara o desempenho no último bimestre com os dois meses anteriores, temos o que os economistas chamam de "crescimento zero".

Absurdo de crescer abaixo do nosso potencial

Pelos números do BC, se o ano acabasse em julho, a economia teria crescido 4,52% em 12 meses. O problema é a concepção do BC, de que a economia cresça abaixo do seu potencial por alguns trimestres para que a inflação caia dos atuais 7,23% para 4,5% até o fim de 2012.

Já disse aqui e faço questão de repetir. Essa é uma concepção absurda. O Brasil não pode crescer a taxas tão baixas. Ao contrário. Está na hora de estimularmos o crescimento. Esperamos, portanto, que o Banco Central reduza – e muito – a taxa Selic nas próximas reuniões para estimularmos o crescimento e reduzir, por outro lado, a entrada desenfreada de dólares na nossa economia.

É importante trabalhar no sentido da desvalorização do real para conter as importações desnecessárias, economizar no serviço da dívida pública e, com isso, termos maior margem de manobra para investimentos públicos. Este é o momento de o Brasil investir. Apostar alto seus recursos em educação, inovação, infraestrutura e no social. É isso que interessa.


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