O Estado do Rio é o único do Brasil que faz a inspeção de poluentes, no momento da vistoria anual da frota. Sua introdução, em 1997, permitiu que o Detran-RJ se diferenciasse dos demais, não só pelo acompanhamento do nível de poluição da frota estadual, como pela receita adicional gerada pelo serviço. A tarifa cobrada supera em 40% o valor que será praticado no município de São Paulo em 2004, quando o teste passará a ser feito por empresa privada. Com o resultado financeiro da vistoria anual, o Detran-RJ pôde adotar a mais avançada tecnologia dentre todos os demais, assumindo, inclusive, o serviço de identificação do Félix Pacheco. Hoje, o Estado do Rio tem o melhor banco de dados do País. Este é o lado bom da tecnologia.
Mas há o lado mau. Além da elevada tarifa cobrada pelo serviço, a aplicação da tecnologia para controle da poluição no Rio tem outro fator que penaliza a população: a baixa qualidade dos equipamentos utilizados. Para reduzir custos, o Detran usa máquinas incompletas, sem o extrator necessário à limpeza automática do equipamento. Com isso, as partículas poluentes detectadas em um teste ficam armazenadas no equipamento, modificando o resultado do teste seguinte. Por conta disso, mais de 80% das motocicletas são reprovadas, pelo fato de seu escapamento ser muito próximo ao motor, já que o uso de medidor sujo contamina o resultado. Talvez por isso nenhum veículo reprovado é retirado de circulação, tornando a vistoria inútil para o controle do meio ambiente.
Técnicos em automóveis garantem que, se o equipamento utilizado fosse de primeira linha, as vans oriundas da Coréia seriam reprovadas. Com isso, deduzindo-se de informações da Polícia, mais da metade da distribuição de drogas no Estado estaria comprometida.
REVANCHE
O PT pretende convocar Anthony Garotinho (PSB) a depor na CPI do Senado que investiga a remessa de recursos ilegais para fora do País, por meio da agência do Banestado, em Foz do Iguaçu.
Requerimento nesse sentido foi apresentado pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). Há quem enxergue nisso uma resposta do partido à oposição que o ex-governador do Rio tem feito ao Governo Lula.
FALIU
A situação financeira das prefeituras está tão complicada que um prefeito resolveu radicalizar. O pefelista Édson Vaz da Costa, prefeito de Lagoa Grande, região metropolitana de Teresina, renunciou ao cargo alegando não ter dinheiro para administrar a cidade.
De acordo com ele, a arrecadação caiu pela metade e está hoje em R$ 115 mil mensais.
CLASSIFICADO
Para quem gosta de ficar na informalidade, há vagas para um biscate que rende em torno dos R$ 400 por mês. Não exige escolaridade e o horário é comercial.
Os interessados podem procurar os camelôs, nas imediações da Avenida Rio Branco. A tarefa é simples: avisar a chegada da Guarda Municipal. Os únicos pré-requisitos exigidos são boa visão e voz alta.
Detalhe: o salário é de R$ 15. Por dia.
CLASSIFICADO - 2
A agência paulista MBrazil está selecionando 2 mil pessoas para trabalhar com turismo na temporada de inverno nos Estados Unidos, de outubro a janeiro. As funções vão de recepcionista a camareiro, para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Detalhe: o salário, fora gorjetas, é de US$ 5,5 (R$ 16,5). Por hora.
CENTRAIS
Infestada de pelegos, a CUT já não comanda os servidores públicos. Por falta de índios, porém, a nova Central, criada para substituí-la, não vingou. Só tinha caciques. A Anasps, que forneceria os índios, preferiu pular fora ao sentir que os caciques queriam usá-los para seus propósitos.
O presidente da Anasps, Paulo Cesar de Souza, sabe comandar sua tribo.
JEITINHO
Freqüentadores da Discoteca Baronete, em Ipanema, dão uma dica intrigante. Quem quiser abrir os armários que fazem a segurança da Casa basta um agrado.
Nada que vá doer no bolso mais do que R$ 10.
FEIRÃO
Cerca de 100 expositores já confirmaram pre
O bom e o mau
O Estado do Rio é o único do Brasil que faz a inspeção de poluentes, no momento da vistoria anual da frota. Sua introdução, em 1997, permitiu que o Detran-RJ se diferenciasse dos demais, não só pelo acompanhamento do nível de poluição da frota estadual, como pela receita adicional gerada pelo serviço. (Leia Mais)
Segunda, 11 de Agosto de 2003 às 07:27, por: CdB