Reportagem publicada nesta quarta-feira, no diário norte-americano The New York Times, aproveita uma visita do ministro da Cultura, Gilberto Gil, aos Estados Unidos para elogiar o projeto oficial de incentivar, nas periferias, a produção de formas de arte alternativas, como grafite e rap.
A reportagem é construída em torno do Projeto Casulo, um centro comunitário em São Paulo onde jovens são treinados para serem MCs (rappers), DJs, dançarinos de break e grafiteiros.
"A lei brasileira oferece incentivos tributários a companhias que investem em iniciativas culturais como filmes, balé e exposições. A música rap agora ganhou o mesmo status e, como resultado, algumas das maiores corporações do país começaram a assinar embaixo de gravações e shows de hip-hop", escreve o correspondente do jornal.
O repórter nota que direcionar recursos públicos para iniciativas como esta não é algo "universalmente aceito". "Mas como o julgamento musical do ministro Gil é bastante respeitado, o nível de ceticismo e resistência é menor do que o que se poderia esperar", ele escreve.
De acordo com o NYT, "apesar de ser hoje um dos popstars mais reverenciados do Brasil, Gil, 64, sofreu ostracismo no início de sua carreira, e sente certa afinidade com as culturas hip-hop emergentes".