Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

<i>NYT</i> denuncia caso entre McCain e lobista

O diário norte-americano The New York Times traz, na sua edição de quinta-feira, o relato de um possível romance entre o pré-candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain e uma lobista, há nove anos, o que caracterizaria um conflito com o seu discurso ético. Assessores de McCain negaram a veracidade do conteúdo da matéria, acusando o jornal de realizar "uma campanha difamatória de atirar e fugir". O senador, virtual candidato dos republicanos à Casa Branca, se destacou na vida pública e no Congresso pela defesa de valores éticos e morais. Assessores tentam administrar escândalo junto ao eleitorado

Quinta, 21 de Fevereiro de 2008 às 07:59, por: CdB

O diário norte-americano The New York Times traz, na sua edição de quinta-feira, o relato de um possível romance entre o pré-candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain e uma lobista, há nove anos, o que caracterizaria um conflito com o seu discurso ético. Assessores de McCain negaram a veracidade do conteúdo da matéria, acusando o jornal de realizar "uma campanha difamatória de atirar e fugir". O senador, virtual candidato dos republicanos à Casa Branca, se destacou na vida pública e no Congresso pela defesa de valores éticos e morais.

"Ele nunca violou a confiança pública, nunca fez favores a interesses especiais ou lobistas, e não vai permitir que uma campanha difamatória o distraia das questões em jogo nesta eleição. Os norte-americanos estão fartos e cansados deste tipo de política da sarjeta, e não há nada na matéria que sugira que John McCain tenha jamais violado os princípios que guiaram sua carreira", disse nota divulgada por Jill Hazelbaker, chefe de comunicação da campanha de McCain, que chegou a marcar uma entrevista coletiva para tratar do assunto.

No longo texto, o jornal cita casos em que McCain teria aparentemente violado sua própria pregação em prol da ética no Congresso. O jornal destaca sua estreita ligação com Vicki Iseman, lobista das telecomunicações, e diz que em 2000, quando McCain tentou ser candidato, assessores temiam que essa revelação prejudicasse sua campanha.

"Convencido de que o relacionamento havia se tornado romântico, alguns de seus principais assessores intervieram para proteger o candidato de si mesmo - instruindo funcionários a bloquear o acesso da mulher, alertando-a reservadamente a se afastar e confrontando-a repetidamente, disseram várias pessoas envolvidas na campanha sob a condição do anonimato", disse o Times.

Segundo o jornal, McCain e Iseman negaram o namoro. O senador disse ao Times que nunca demonstrou favorecimento à lobista ou a seus clientes. "Mas aos seus consultores, mesmo a aparência de um vínculo estreito com uma lobista cujos clientes costumavam ter negócios levado à comissão do Senado que o senhor McCain liderava já ameaçava a história de redenção e retidão que definia sua identidade política", disse o jornal.

A reportagem deve indignar os seguidores de McCain, considerado um herói da Guerra do Vietnã e que usa a questão ética e a suposta intransigência em relação às práticas políticas de Washington como trunfos em sua campanha.

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