Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

<i>NYT</i>: Chávez aumenta pressão sobre petrolíferas

O governo de Hugo Chávez aumentou a pressão sobre as companhias estrangeiras de petróleo que operam na Venezuela, ameaçando vender refinarias norte-americanas. (Leia Mais)

Terça, 10 de Abril de 2007 às 08:06, por: CdB

O governo do presidente Hugo Chávez aumentou a pressão sobre as companhias estrangeiras de petróleo que operam na Venezuela, ameaçando vender refinarias norte-americanas ao mesmo tempo em que procura novos mercados para o petróleo venezuelano, como a China, segundo relata reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário The New York Times. "Com o presidente Hugo Chávez estabelecendo um prazo de 1º de maio para um ambicioso plano para assumir o controle de vários projetos importantes no setor de petróleo de companhias americanas e européias, um confronto se aproxima sobre o controle de alguns dos recursos energéticos mais cobiçados fora do Oriente Médio", afirma a reportagem.

O enfrentamento, porém, pode resultar em perdas para todos os lados, na avaliação do New York Times. "As maiores companhias de energia poderiam ser afastadas da mais promissora área de petróleo do Hemisfério Ocidental. Mas a Venezuela se arrisca a minar o motor por trás da revolução de inspiração socialista de Chávez ao prejudicar sua capacidade de transformar o valioso petróleo pesado recém descoberto em riqueza nos próximos anos", diz o texto.

Segundo o jornal, a ameaça de expropriação de refinarias estrangeiras pode levar várias companhias a deixar de investir no país, levando a "uma fuga de especialistas e de investimentos que poderiam enfraquecer uma indústria de petróleo já abalada por ter sido transformada na mais poderosa ferramenta de Chávez para promover sua reconfiguração da sociedade venezuelana".

Para o New York Times, as alianças com petrolíferas de China, Irã, Índia e Brasil podem não ser suficientes para reduzir a dependência venezuelana dos Estados Unidos, seu maior mercado consumidor de petróleo. "Mesmo nas melhores das circunstâncias, a reforma das refinarias chinesas para receber o petróleo venezuelano, rico em enxofre, poderia levar de cinco a sete anos. E ainda não está claro se os novos parceiros energéticos estrangeiros de Chávez estão preparados para investir pesadamente até estarem confiantes de que podem confiar nele", comenta a reportagem.

Tags:
Edições digital e impressa