A crise aérea que atinge o País é a maior preocupação do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos (CO-Rio), Carlos Arthur Nuzman, para a realização dos Jogos. Em audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, para apresentar o cronograma das obras para o Pan, Nuzman disse que não há nenhum esquema especial caso o apagão aéreo persista até a realização da competição.
Promovida pela Comissão Permanente de Esportes da Alerj, a reunião contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e municipal, que apresentaram os investimentos feitos por cada setor público para a realização do Pan-americano.
Presidente da comissão, o deputado Roberto Dinamite (PMDB) lembrou a importância da integração entre os três poderes para o sucesso da competição: - O prefeito, o governador e o presidente são de partidos diferentes, mas o Pan é uma questão suprapartidária - declarou.
No fim de março, o CO-Rio fez uma apresentação semelhante na Câmara dos Deputados, em Brasília. Nuzman disse que, após aquela reunião, dois membros da Odepa (Organização Desportiva Pan-americana) não puderam retornar ao Rio de Janeiro por causa dos atrasos nos vôos.
Secretário-geral do Comitê, Carlos Roberto Osório afirmou que não há um plano B para a aviação, mas os atletas têm que chegar ao Rio de avião. - Nós orientamos as delegações a procurar rotas diretas para a cidade, fazendo o mínimo possível de escalas. Mas não cabe a nós garantir a normalidade no fluxo aéreo - lembrou.
Outra questão que preocupa os membros do comitê é a disputa judicial envolvendo a Marina da Glória. De acordo com os organizadores, há outros locais provisórios para a realização das competições de vela, caso a Justiça não libere o local. - Uma alternativa é um outro local dentro da Marina, onde houve uma competição recentemente. Mas quem aprova é a Odepa - observou Osório.
O secretário-executivo do Pan, Ricardo Leyser, apresentou um panorama das obras para os Jogos, cujo planejamento foi aprovado internacionalmente.
- O Engenhão está em fase de acabamentos finais e a Cidade dos Esportes será entregue no fim do mês. Nosso planejamento em segurança não deixa nada a desejar ao da Copa do Mundo de 2006. Além disso, o presidente da Odepa disse que as instalações da Vila Pan-americana são das melhores do mundo - enumerou, para depois anunciar também o calendário de eventos-teste, que começam no fim de abril, com o Desafio Internacional de Remo.
O secretário estadual de Turismo, Eduardo Paes, também anunciou jogos de teste de vôlei no Maracanãzinho, em junho. Para ele, não há preocupação em relação ao cronograma dos Jogos.
- O Governo Lula autorizou verba de R$ 30 milhões no fim do ano passado, e pouco mais de R$ 100 milhões recentemente, dos quais foram R$ 72 milhões para obras do Complexo do Maracanã e R$ 30 milhões para promoção dos Jogos - relatou.