Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Número oficial de eleitores diminui em SP, MG e RJ

Terça, 13 de Julho de 2004 às 21:53, por: CdB

O número oficial de eleitores diminuiu nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou cancelar os títulos que estavam em situação irregular em mais de mil municípios brasileiros.

O comerciante Alexandre do Nascimento Páscoa foi ao cartório eleitoral de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Conversou com a funcionária, mas não resolveu o problema. Ele teve o título cancelado porque não participou do recadastramento eleitoral.

- O pessoal da zona eleitoral disse que eu provavelmente não voto este ano, até segunda ordem - contou o comerciante.

Nilópolis foi um dos 1.030 municípios do país onde houve recontagem de eleitores.

O recadastramento eleitoral durou de outubro de 2003 a fevereiro de 2004. Por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi feito em todas as cidades brasileiras onde o número de títulos eleitorais registrados era superior a 65% do número de habitantes. Isso significa, por exemplo, que um município com mil habitantes deve ter, no máximo, 650 eleitores.

O objetivo da recontagem foi combater irregularidades. Alguns títulos emitidos, por exemplo, seriam de pessoas que já morreram ou que nunca existiram, os chamados eleitores fantasmas. Os juízes também encontraram distorções.

Em Macuco, no interior do estado do Rio, havia mais eleitores do que habitantes. No total, 1.400 títulos foram cancelados na cidade. O Rio foi o estado com maior número de cancelamentos depois da revisão: 238 mil. Em São Paulo, foram 206 mil títulos cancelados e em Minas, 205 mil.

Os tribunais regionais alertam que as pessoas que tiraram o título em cidades onde não moram cometeram um crime. A pena pode chegar a cinco anos de cadeia.

Um desses casos foi registrado na Zona Oeste do Rio.

- Nós constatamos que alguns eleitores davam como residência um posto de gasolina. Havia pelo menos dez eleitores morando no posto de gasolina, o que era realmente um fato inusitado - destacou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Marcus Faver.
 

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