Um líder do movimento Talebã, retirado do poder no Afeganistão, negou informações de que teria negociado uma reconciliação com o governo do presidente Hamid Karzai. Mawlavi Abdul Kabir, considerado o número dois na hierarquia do Talebã atrás do líder mulá Mohamad Omar, que está foragido, também negou informações de disputas entre os remanescentes do movimento islâmico de linha-dura, derrubado por forças lideradas pelos Estados Unidos no final de 2001.
O juiz afegão Fazl Hadi Shinwari disse recentemente que lideres do Talebã, incluindo Kabir, haviam-no contatado para falar sobre a desistência da insurgência, travada durante os últimos três anos e meio depois da derrubada do regime. Em uma mensagem de áudio transmitida para a agência inglesa Reuters, via satélite pelo porta-voz talebã Abdul Latif Hakimi, Kabir negou as informações.
- Não houve negociações com os americanos ou com o atual governo afegão e quem disse isto o fez sem fundamentos - disse.
Hakimi disse que a mensagem foi gravada na sexta-feira em algum lugar do Afeganistão e afirmou que Kabir era agora o chefe da comissão política do Talebã, o que tornaria Omar o vice-líder.
Hakimi também disse que o Talebã estava trabalhando em um plano para mudar as táticas da organização.
Hakimi afirmou que o foco seria o treinamento de homens-bomba para atentados contra autoridades do governo, forças estrangeiras e voluntários de ajuda humanitária nas principais cidades, e a infiltração de agentes nos órgãos de segurança para atos de sabotagem.
- A mudança de tática é uma forma fácil de termos uma guerra de atrito de longo prazo e não nos custará muitas vidas - disse.
As tropas lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o Talebã depois que o regime se recusou a entregar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, que planejou os atentados de 11 de setembro de 2001. Uma força de 18.300 homens continua em busca dos militantes, mas Bin Laden e Omar permanecem desaparecidos.
Karzai disse que seu governo está em contato com os membros do Talebã para tentar convencê-los a depor as armas. A insurgência matou mais de 1.000 pessoas nos últimos dois anos. Mas o governo ressaltou que a anistia não incluiria os cerca de 150 membros de linha-dura do Talebã responsáveis por ataques terroristas ou ligados à Al Qaeda.
Número dois do Talebã nega negociações com governo afegão
Um líder do movimento Talebã, retirado do poder no Afeganistão, negou informações de que teria negociado uma reconciliação com o governo do presidente Hamid Karzai. Mawlavi Abdul Kabir, considerado o número dois na hierarquia do Talebã atrás do líder mulá Mohamad Omar, que está foragido, também negou disputas internas no movimento. (Leia Mais)
Sábado, 16 de Abril de 2005 às 09:09, por: CdB