Durante a crise na Síria, os vizinhos Líbano, Jordânia e Turquia mantiveram suas fronteiras abertas. O Líbano tem agora mais de um milhão de refugiados sírios, o que representa um quarto de sua população. A pressão sobre moradia, educação e saúde está causando tensões em um país que tem sua própria história recente de conflito.
A ONU está preocupada que a tarefa de assistir refugiados esteja, cada vez mais, sob responsabilidade de países com poucos recursos. Países em desenvolvimento abrigam 86% dos refugiados em todo o mundo, com países ricos atendendo apenas 14%.
E, apesar de temores na Europa sobre o crescente número de pedidos de asilo e imigração, esta diferença está crescendo. Há 10 anos, países ricos recebiam 30% dos refugiados e países em desenvolvimento abrigavam 70% deles.
Para Guterres, a Europa pode e deve fazer mais.
- Eu acho que é muito importante que a Europa assuma suas responsabilidades - disse.
- Eu também acho que está claro que temos bons exemplos na Europa, como a Suécia e a Alemanha, que têm tomado medidas generosas... mas precisamos de uma expressão conjunta da solidariedade europeia.
Mas o que mais frustra as agências de ajuda humanitária da ONU é o número cada vez maior de refugiados, enquanto o braço político da ONU, o Conselho de Segurança, parece ser incapaz de resolver conflitos ou prevenir o início de novos.
- O mundo está se tornando mais violento, e mais pessoas estão sendo forçadas a fugir - disse Guterres, acrescentando que organizações humanitárias não têm a capacidade e recursos de lidar com este crescente número de refugiados.
- Não há solução humanitária para esses problemas... ver o Conselho de Segurança paralisado, quando todas essas crises estão se ampliando, é algo que não faz sentido.
- O que mais me frustra é o sofrimento das pessoas, é ver tantas pessoas inocentes morrendo, tantas pessoas inocentes fugindo, tantas pessoas inocentes vendo suas vidas completamente destruídas, e o mundo ser incapaz de por um fim a esse absurdo.
Número de refugiados é o maior desde a Segunda Guerra Mundial, diz ONU
Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, o número de pessoas forçadas a deixar suas casas devido a guerras ou perseguição superou a marca de 50 milhões em 2013, informou a agência de refugiados da ONU. O número, de 51,2 milhões, é seis vezes maior que o registrado no ano anterior, e foi inflado pelos conflitos na Síria, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, segundo o relatório da UNHCR.
Sexta, 20 de Junho de 2014 às 07:52, por: CdB
Durante a crise na Síria, os vizinhos Líbano, Jordânia e Turquia mantiveram suas fronteiras abertas. O Líbano tem agora mais de um milhão de refugiados sírios, o que representa um quarto de sua população. A pressão sobre moradia, educação e saúde está causando tensões em um país que tem sua própria história recente de conflito.
A ONU está preocupada que a tarefa de assistir refugiados esteja, cada vez mais, sob responsabilidade de países com poucos recursos. Países em desenvolvimento abrigam 86% dos refugiados em todo o mundo, com países ricos atendendo apenas 14%.
E, apesar de temores na Europa sobre o crescente número de pedidos de asilo e imigração, esta diferença está crescendo. Há 10 anos, países ricos recebiam 30% dos refugiados e países em desenvolvimento abrigavam 70% deles.
Para Guterres, a Europa pode e deve fazer mais.
- Eu acho que é muito importante que a Europa assuma suas responsabilidades - disse.
- Eu também acho que está claro que temos bons exemplos na Europa, como a Suécia e a Alemanha, que têm tomado medidas generosas... mas precisamos de uma expressão conjunta da solidariedade europeia.
Mas o que mais frustra as agências de ajuda humanitária da ONU é o número cada vez maior de refugiados, enquanto o braço político da ONU, o Conselho de Segurança, parece ser incapaz de resolver conflitos ou prevenir o início de novos.
- O mundo está se tornando mais violento, e mais pessoas estão sendo forçadas a fugir - disse Guterres, acrescentando que organizações humanitárias não têm a capacidade e recursos de lidar com este crescente número de refugiados.
- Não há solução humanitária para esses problemas... ver o Conselho de Segurança paralisado, quando todas essas crises estão se ampliando, é algo que não faz sentido.
- O que mais me frustra é o sofrimento das pessoas, é ver tantas pessoas inocentes morrendo, tantas pessoas inocentes fugindo, tantas pessoas inocentes vendo suas vidas completamente destruídas, e o mundo ser incapaz de por um fim a esse absurdo.