É a maior tragédia cometida na Europa, depois dos atentados em Madri, há sete anos. Com uma diferença - os atentados a bomba no centro administrativo de Oslo, capital da Noruega, onde morreram 7 pessoas, e os disparos contra os jovens, na ilha de Utoya, duas horas depois, na ilha de Utoya, matando 84 participantes de um congresso juvenil do Partido Trabalhista, parecem ter sido atos de uma só pessoa ligada à extrema-direita.
É a maior tragédia cometida na Europa, depois dos atentados em Madri, há sete anos. Com uma diferença - os atentados a bomba no centro administrativo de Oslo, capital da Noruega, onde morreram sete pessoas, e os disparos contra os jovens, na ilha de Utoya, duas horas depois, na ilha de Utoya, matando 85 participantes de um congresso juvenil do Partido Trabalhista, parecem ter sido atos de uma só pessoa ligada à extrema-direita.
Embora a polícia até agora não tenha as razões que moveram o terrorista, ao que parece solitário, uma coisa parece certa - os atentados nada têm a ver com a Al-Qaída e estariam ligados à crescente ascenção das antigas ideologias racistas neonazistas. Atualmente, os extremistas de direita constituem a segunda força política na Noruega, contrários ao aumento de imigrantes verificado nos últimos anos. Uma tendência que vem se afirmando nos países nórdicos, da Dinamarca à Suécia e que preocupa as lideranças européias.
Anders Behring Breivik, jovem de 32 anos, loiro, magro, um típico escandinavo, extremamente frio quando abatia os jovens na ilha de Utoya com seu fuzil-metralhadora, seria ligado ao movimento fundamentalista cristão, sendo se informou nesta manhã, em Oslo. Sabe-se também que o autor dos disparos contrário ao Islã pertenceu a um movimento de extrema-direita, o Partido do Progresso.
Um dos presentes no acampamento no momento dos disparos, conseguiu fotografar o terrorista, disfarçado em policial, em meio aos corpos de jovens por ele abatidos. Muitos ao perceberem que não se tratava de uma farsa, lançaram-se nas águas geladas do lago e se distanciaram da ilha de algumas centenas de metros, porém alguns, já feridos se afogaram.
Rui Martins, de Genebra, com Redação e agências internacionais.
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