Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Número de incêndios no Estado do Rio é o maior em 12 anos

O Corpo de Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (CBMERJ) realizou balanço do número de ocorrências no Estado e contaram 146 incêndios florestais, somente neste fim de semana. Segundo o coronel Marcos Silva, chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros, a baixa humidade do ar, devido à falta de chuvas, facilita a propagação do fogo em áreas de vegetação. (Leia Mais)

Domingo, 27 de Agosto de 2006 às 10:11, por: CdB

O Corpo de Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (CBMERJ) realizou balanço do número de ocorrências no Estado e contaram 146 incêndios florestais, somente neste fim de semana. Segundo o coronel Marcos Silva, chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros, a baixa humidade do ar, devido à falta de chuvas, facilita a propagação do fogo em áreas de vegetação. Neste domingo, os bombeiros tentavam debelar focos na Baixada de Jacarepaguá e em Itatiaia.

Até agora, o número de focos de incêndios florestais no Rio de Janeiro já é o maior em 12 anos, desde o início desse tipo de pesquisa dos Bombeiros, que contabilizam as chamadas para áreas de vegetação. Nesse mês foram registrados 1.580 focos e 7 mil desde o início do ano. Ano passado, ocorreram 5.230 incêndios em florestas.

- Esse mês de julho é o pior da história para as florestas. Chegamos a superar setembro de 2002, que tinha o pior índice de incêndios em vegetação, com 1,5 mil focos - disse a jornalistas o tenente-coronel Wanius Amorim, comandante do grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente.

O Corpo de Bombeiros precisou mobilizar cerca de 3 mil homens, nessas sexta-feira e sábado, para apagar focos de incêndio em vegetação em pelo menos 86 pontos do Estado. A situação mais preocupante era no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde havia fogo em três pontos diferentes no entorno da área de conservação. As chamas destruíram cerca de 70 hectares, o equivalente a 70 campos de futebol. Somente ali, 200 bombeiros trabalharam durante todo o dia. Um avião lançou 46.500 litros d´água sobre os focos, para ajudar a conter o fogo, mas o incêndio ainda não foi controlado.

Outro ponto de preocupação era o Parque Estadual da Pedra Branca. Desde o início do ano, o maior parque em área urbana do mundo foi atingido por oito focos de incêndio. Cinco surgiram somente essa semana. Nesta sexta, os bombeiros lutavam para controlar dois deles.

- Estamos num momento climático muito atípico. A umidade do ar está abaixo de 20%, o que é uma condição inédita no Rio de Janeiro. Apesar disso, a causa do fogo não é natural. Não há raios, nada disso. É apenas a ação humana. São fazendeiros que usam o fogo como técnica de manejo do solo e aqueles que soltam balões que fizeram desse o pior mês da história para as florestas - completou o coronel Silva.

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