O Brasil pode ter até 200 mil pessoas vivendo em regime de escravidão. A afirmativa é do sociólogo norte-americano Kevin Bales, 51 anos. Ele é considerado o maior especialista mundial no assunto. Bales pesquisou sobre escravidão em países de cinco continentes por oito anos.
Kevin Bales diz que a estimativa é um número aproximado. Porém, para o sociólogo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva, deve adotar duras medidas para combater a prática da escravidão.
O sociólogo norte-americano sugere a reforma da lei de modo a permitir que a investigação "siga o dinheiro" para encontrar os beneficiários finais da utilização do trabalho escravo (quem, na ponta, compra com baixo custo o que é produzido pelos trabalhadores explorados) e aumentar o número de equipes especiais de combate à prática.
No Brasil, as andanças de Bales o levaram às carvoarias de Água Clara (MS), cidade distante 190 km de Campo Grande - um dos grandes focos de trabalho escravo investigados no país. Em todo o mundo, o número de escravos chega a 27 milhões.