A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, no início da tarde, que 52 brasileiros – 51 passageiros e um tripulante – estavam a bordo do Airbus A330 que saiu do Rio de Janeiro na noite passada e desapareceu na madrugada desta segunda-feira, na costa da África, a caminho de Paris.
Segundo comunicado oficial divulgado pela companhia aérea Air France, o total de brasileiros chega a 58, por causa da inclusão de passageiros com dupla nacionalidade. A maioria dos passageiros era francesa (61). Ao todo, estavam na aeronave 228 pessoas. No Aeroporto Charles de Gaulle, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o ministro dos Transportes, Jean-Louís Borloo conversaram com os parentes dos passageiros desaparecidos.
Inicialmente, o gerente da empresa no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim no Brasil, Jorge Assunção, havia informado que 80 brasileiros estavam no avião. A lista da Air France foi elaborada com base em informações fornecidas por autoridades brasileiras.
Entre os ocupantes da aeronave estavam três funcionários da fabricante de pneus Michelin: o presidente da empresa na América do Sul, Luis Roberto Anastácio, o diretor Antonio Gueiros e a funcionária da sede na França Christine Pieraerts.
Outro passageiro era o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, herdeiro da família real brasileira. O chefe de gabinete da prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Parente, também estava no Airbus A330, acompanhado da mulher.
A Secretaria de Cultura do Distrito Federal confirmou ainda, nesta tarde, que o maestro Silvio Barbato estava a bordo do Airbus A330. A secretaria recebeu as informações de parentes do maestro. Silvio Barbato já foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Segundo a Secretaria de Cultura, Barbato foi regente da orquestra do Teatro Nacional por duas vezes (de 1989 a 1992 e de 1999 a 2006) e completou 50 anos no dia 11 de maio.