Os hispânicos e os asiáticos porão fim à hegemonia demográfica dos brancos nos Estados Unidos em meados do século XXI. Os cálculos foram divulgados pelo Escritório do Censo local.
Um comunicado da entidade acrescentou que, entre 2000 e 2050, esses dois grupos registrarão o maior incremento demográfico do país e que, em meados deste século, o número de habitantes dos EUA será de cerca de 420 milhões de pessoas.
As projeções demográficas divulgadas hoje pelo Escritório do Censo indicam que a população de hispânicos e asiáticos triplicará na metade do século e que os brancos não hispânicos representarão a metade da população total do país. "Quase 67 milhões de pessoas de origem hispânica (que podem ser de qualquer raça) serão agregadas à população do país entre 2000 e 2050", afirmou a fonte oficial.
Acrescentou que isso significa que dos 35,6 milhões de hoje, os hispânicos chegarão a 102,6 milhões, constituindo um crescimento de 188%. "Sua parte no esquema demográfico do país quase se duplicará, passando de 12,6 para 24,4%".
Por outra parte, as projeções assinalam que os asiáticos aumentarão em 213%, de 10,7 milhões para 33,4 milhões com uma duplicação de sua participação demográfica de 3,8 para 8%.
Já a população negra aumentará de 35,9 milhões de pessoas para 61,4 milhões em 2050, o que representa um incremento de 71%.
Fontes do Escritório do Censo indicaram que as cifras confirmam tendências anunciadas há muito tempo, mas que as mudanças raciais e étnicas estão acontecendo de mais rápido do que o previsto. Isto se deve a um nível de imigração de hispânicos e asiáticos mais intenso do que de outros grupos que representam as minorias nos Estados Unidos.
Atualmente, os brancos constituem 69% da população, mas seu crescimento caiu e, em 2050, representará só 7%, com cerca de 210 milhões de pessoas.
Segundo cifras do censo de 2000, a população dos Estados Unidos era então de 282,1 milhões de pessoas, com um crescimento que a levaria para 419,9 milhões em meados do século. Até que o crescimento demográfico comece a cair a partir de 2030, continuará sendo superior ao da maioria dos países europeus que, pelo contrário, registrarão uma redução em sua população.
As primeiras projeções divulgadas desde o censo de 2000 indicam também que as mulheres seguirão sendo maioria no país. Atualmente, a diferença numérica é de 5,3 milhões (143,7 milhões de mulheres e 138,4 milhões de homens). Em 2050, a diferença propícia às mulheres será de 6,9 milhões (213,4 milhões contra 206,5 milhões).