Por Proffy, o Insurgente 13/06/2011 às 13:23
A Greve Continua! Firmes e Fortes, Somos Legião!
Numa Época de Extremos, Exigimos o Agora!
"No começo não era o verbo, era a ação".
Goethe, Fausto.
Era 09 de junho e fazia uma bela tarde, e que bela tarde de ares unânimes, quando milhares de braços eretos confirmavam sua insatisfação diante das anti-propostas do governo estadual de Santa Catarina - e seus Three Stooges: Colombo, Telbaldi e Deschamps -, para com os/as professores/as. E para esse mesmo governo, profissionalmente valemos centavos, enquanto nossa dignidade nada vale!
Mas como era de se esperar de uma classe com dotes intelectuais, a aventura da GREVE ganhou ecos de continuidade mediante anseios coletivos de demonstrar na prática o poder de nossas ações, pois "a fisionomia da vida é traçada pelas aventuras efetivamente vividas".
O motor da história nos prova que grandes transformações ao meio sócio-político e econômico só foram de fato equacionados através de diversas lutas, enfrentamentos árduos, e sacrifícios, redundando para que um dia fosse possível sermos cidadãos com direito à vida, à liberdade, e à igualdade. E mais uma vez, as circunstâncias nos apontam que para se conseguir novas conquistas (a exemplo: o piso salarial com base no plano de carreira) assim como, para garantir direitos já adquiridos (Regência de classe), a luta se faz indispensável, e para aqueles/as que acreditam em justiça, a GREVE continua...
Todavia, por vezes, versos se diluem no ar: "tenho contas a pagar, e por isso nessa greve não posso entrar", e completo: e quem não tem?! Pois as benefices de uma vida urbana um tanto cômoda (água encanada, energia elétrica, moradia, transporte, etc.) são pautadas pela tríade: usar, consumir, pagar. E justamente por não se tratar de ?analfabetos políticos?, é que sabemos muito bem o valor das contas a pagar, e dos investimentos para com o aperfeiçoamento profissional e cultural (bons livros, teatros, cinema, viagens, etc.), que a legião que somos hoje, mantém-se forte e combatente.
E verdade seja dita, se o Sr. Colombo e seu grupo de assessores não sofressem de opacidade em suas membranas oculares, ou de fobias por leituras mais apuradas da realidade, saberiam que reajustando os salários do magistério como estipula as diretrizes do MEC, aumentaria o poder aquisitivo de uma considerável parcela da população, resultando, no próprio acréscimo do movimento da economia nacional e local. Mas, para eles, pagar melhor os seus educadores - os quais apenas se tornam valiosos em suas metas enquanto propaganda política -, é sempre consolidar gastos (desnecessários), e nunca promover investimentos, rumo a novos horizontes educacionais e profissionais. Pois, como ficaria a champanhe e o caviar dos magnatas, sem os recursos do FUNDEB? E ainda querem que paguemos a conta, de uma festa a qual se quer fomos convidados...
Por isso, é indubitável que nossa união fará a força, nesse combate de gigantes que se apresenta. Pois "tu sabes, conhece melhor do que eu a velha história. Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada." Sendo assim, o destino de uma nova história construída na contramão da velha cultura do medo, está única e somente em nossas mãos, pois em épocas de extremos, se faz urgente levantar a cabeça, estufando o peito, para proferir em alto e bom som: já basta!