Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

NSA instala software em computadores do mundo, diz revista

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) colocou um software em quase 100.000 computadores ao redor do mundo que a possibilita realizar operações de vigilância nesses equipamentos e pode servir de caminho para ataques cibernéticos, revelou o jornal New York Times.

Quarta, 15 de Janeiro de 2014 às 09:02, por: CdB
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A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) colocou um software em quase 100.000 computadores ao redor do mundo
A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) colocou um software em quase 100.000 computadores ao redor do mundo que a possibilita realizar operações de vigilância nesses equipamentos e pode servir de caminho para ataques cibernéticos, revelou o jornal New York Times. A NSA plantou o software na maioria dos casos por meio de acesso a redes de computadores, mas também usou uma tecnologia secreta que possibilita a invasão de computadores que não estão conectados à Internet, disse o jornal, citando autoridades dos EUA, especialistas em computação e documentos vazados pelo ex-prestador de serviço da NSA Edward Snowden. O Times disse que a tecnologia está em uso desde pelo menos 2008 e utiliza um canal secreto de ondas de rádio transmitidas de minúsculas placas de circuito e cartões USB secretamente inseridos nos computadores. - A tecnologia de frequência de rádio ajudou a resolver um dos maiores problemas enfrentados pelas agências de inteligência norte-americanas por anos: entrar em computadores que adversários, e alguns parceiros dos EUA, tentavam tornar impermeáveis à espionagem ou ataques cibernéticos - disse o jornal. - Na maioria dos casos, o hardware de frequência de rádio precisa ser fisicamente instalado por um espião, uma fabricante ou um usuário sem intenção - acrescentou. Alvos frequentes do programa, conhecido como Quantum, incluíam unidades militares da China, que é acusada por Washington de conduzir ataques digitais contra militares e empresas dos EUA, segundo o Times. O jornal disse que o programa também conseguiu plantar o software em redes militares da Rússia, assim como em sistemas utilizados pela polícia e os cartéis de drogas do México, instituições de comércio da União Europeia e em aliados como Arábia Saudita, Índia e Paquistão. Explicações urgentes Enquanto pipocam as denúncias em relação à NSA, o Parlamento Europeu convidou, formalmente, o ex-espião americano Edward Snowden para uma audiência sobre as denúncias de espionagem dos Estados Unidos sobre, em essência, todo o mundo. Snowden foi o primeiro a revelar o plano estratégico da agência norte-americana de espionagem. A proposta, da Comissão de Liberdades Civis, foi aprovada por 36 votos a 2 e uma abstenção na sexta-feira e, agora, segue o curso administrativo para que Snowden seja comunicado em Moscou, onde encontra-se abrigado, ainda sem um destino final para a sua permanência, com asilo diplomático. Alguns dos parlamentares condicionaram o voto favorável à participação ao vivo e interativa de Snowden, para que pudessem fazer perguntas. O depoimento deve ocorrer por videoconferência, já que o ex-consultor está asilado na Rússia. Snowden ainda não respondeu ao convite. Nos EUA, o presidente da Comissão de Serviços de Informação da Câmara dos Estados Unidos, o republicano Mike Rogers, já reclamara – trata-se de uma segunda tentativa do Parlamento Europeu, visto que a primeira em dezembro, teve validade questionada. – Seria muito negativo para as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia – disse o deputado norte-americano. Mas a vice-presidente da Comissão Europeia e comissária de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, Viviane Reding, por sua vez, agradeceu publicamente a Edward Snowden por suas revelações sobre as atividades de espionagem norte-americana na Europa. A data dessa nova tentativa de realização de uma audiência – ainda que por teleconferência – precisa ser definida pelo Plenário do Parlamento Europeu nos próximos dias.
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