A Caxemira, região localizada entre a fronteira da Índia e do Paquistão, e controlada pelos dois países, foi atingida nesta quarta-feira por fortes tremores secundários, chamados de réplicas, (tremores geralmente de menor intensidade que ocorrem depois de um terremoto) após o tremor de 7,6 graus na escala Richter, ocorrido no último dia 8, que provocou a morte de mais de 40 mil pessoas.
Depois de vários tremores de menor intensidade ocorridos durante a madrugada desta quarta-feira, um abalo de 5,8 graus na escala Richter foi registrado às 7h34 (0h34 de Brasília). O epicentro se situou a poucos quilômetros a noroeste de Muzaffarabad, a capital da Caxemira paquistanesa, como no terremoto ocorrido no início deste mês.
Menos de uma hora depois desse primeiro tremor, que foi sentido em toda a região e até em Islamabad (capital do Paquistão), houve o registro de um outro tremor a cerca de 100 de quilômetros ao sul da cidade.
Na região indiana da Caxemira, onde o terremoto de 8 de outubro deixou mais de 1.300 mortos, uma série de novos abalos levou a população alarmada às ruas na madrugada, informou a polícia da cidade de Srinagar.
Além de espalhar pânico entre os sobreviventes da catástrofe, as réplicas causam novas destruições e desestabilizam ainda mais os terrenos, provocando quedas de pedras e deslizamentos de terra.
Segundo o chefe do departamento de meteorologia de Islamabad, Qamaruz Zaman, já foram registradas 746 réplicas do terremoto de 8 de outubro, várias dezenas de mais de cinco graus na escala Richter. A atividade deve prosseguir durante as três ou quatro próximas semanas.