Um dia depois de o ex-presidente Charles Taylor partir para o exílio, novos conflitos violentos assolam a Libéria. O governo e uma facção rebelde chamada Model lançaram nesta terça-feira acusações mútuas sobre quem teria dado início à violência.
Os rebeldes avançaram rumo à capital. Segundo as autoridades, eles estavam a 50 quilômetros do aeroporto internacional de Monróvia. O ministro da Defesa disse que homens da força de paz do oeste da África estavam se dirigindo para o local do confronto a fim de tentar conter os rebeldes.
— Eles pediram às nossas forças para que não os seguissem — disse à Reuters o ministro Daniel Chea, que se dirigia para o front.
Ao mesmo tempo, uma outra facção rebelde, o Lurd (Liberianos Unidos para a Reconciliação e a Democracia), que detém o controle sobre o porto principal, anunciou pela primeira vez que quer chefiar uma administração interina agora que Taylor partiu.
— Fomos os responsáveis pela queda de Charles Taylor. Queremos servir o país da melhor maneira possível. Isso significa que podemos presidir o governo interino — disse Sekou Fofana, uma importante autoridade do Lurd.
O grupo, durante os mais de três anos de guerra contra o governo, sempre afirmou que seu único objetivo era a deposição de Taylor. Segundo o ministro Chea, na segunda-feira a facção rebelde Model já havia atacado posições do governo perto do aeroporto. O ataque teria acontecido quando o presidente Charles Taylor apresentava sua renúncia.