Um civil palestino e um militar israelense morreram, nesta terça-feira, durante os incidentes mais graves desde que Israel e os guerrilheiros do movimento fundamentalista islâmico Hamas anunciaram no dia 18 de janeiro uma trégua na faixa de Gaza. O soldado israelense morreu em um ataque registrado no início da manhã em solo israelense, nas proximidades da fronteira com o território palestino, ataque que também causou ferimentos graves em um oficial e leves em outros dois soldados.
Após a explosão de uma bomba durante a passagem de um veículo que patrulhava o norte da passagem fronteiriça de Kisufim, segundo porta-vozes do Exército israelense, deu início às novas ofensivas. Fontes palestinas disseram que ativistas do Hamas detonaram uma bomba, por controle remoto, embora a autoria do ataque ainda não tenha sido reivindicada por nenhuma facção armada.
Segundo testemunhas, após a explosão, iniciou-se uma intensa troca de tiros entre o exército israelense e milicianos palestinos, no qual um civil morreu no momento em que um tanque israelense atingiu sua casa ao leste de Deir el Balah (centro da faixa de Gaza). Horas depois, um avião de Israel lançou um foguete contra um militante que andava de moto pela cidade de Khan Yunes, no sul de Gaza.
Inicialmente, foi informado que o militante, identificado como Hussein Abu Shamie, morreu no bombardeio, mas fontes médicas corrigiram o boletim e disseram que está ferido, embora seu estado seja crítico. Como consequência do mesmo bombardeio um menor de idade sofreu ferimentos graves. Fontes militares citadas pela edição eletrônica do jornal israelense "Yedioth Ahronoth" disseram que o militante foi quem colocou os explosivos que explodiram na manhã de hoje.
Israel fechou todas as passagens e cruzamentos comerciais com a faixa de Gaza, após os incidente, conforme notícia confirmada pelo responsável israelense de coordenação das atividades do governo nos territórios palestinos, Peter Lerner.