Uma série de tremores secundários interrompeu, nesta quinta-feira, o trabalho de equipes de resgate, que removiam escombros em busca de sobreviventes do terremoto de segunda-feira na região central da Itália, que matou 278 pessoas e deixou milhares de desabrigados. Um tremor secundário de magnitude 5,3 sacudiu a cidade medieval e montanhosa de L'Aquila e vilarejos vizinhos nas primeiras horas da manhã, danificando edificações e levando autoridades a isolar o centro da cidade.
Os tremores assustaram muitos sobreviventes – 17 mil dos quais passaram outra noite fria em barracas após ficarem sem casa. As equipes de resgate reconhecem que a cada hora diminui a esperança de encontrar sobreviventes nos escombros. O número de mortos subiu a 278 depois que mais corpos foram retirados das ruínas durante a noite, incluindo o de dois estudantes que ficaram enterrados em um dormitório. Muitas das vítimas do pior terremoto na Itália desde 1980 eram estudantes na Universidade de L'Aquila.
O governador da região de Abruzzo, Gianni Chidi, disse que ainda há cerca de 10 pessoas desaparecidas sob os escombros. Nenhum sobrevivente foi encontrado nas últimas 30 horas. A última pessoa resgatada com vida, uma mulher de 20 anos, foi retirada das ruínas de um edifício de quatro andares na noite de terça-feira. Pelo menos 16 crianças morreram no terremoto, que atingiu 6,3 graus, segundo um instituto de pesquisas geológicas norte-americano.
O Ministério do Interior disse que as buscas continuam até a Páscoa.