Sismo de 6,6 graus na escala Richter teve como epicentro a cidade de Fukushima; em todo o país, um minuto de silêncio foi marcado para lembrar cerca de 28 mil vítimas da tragédia em 11 de março.
Reconstrução do país
Milhões de japoneses se uniram, nesta segunda-feira, para fazer um minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto e tsunami de 11 de março no país.
A homenagem a cerca de 28 mil mortos ou desaparecidos foi marcada por um novo tremor de 6,6 graus na escala Richter. O epicentro ocorreu na cidade de Fukushima.
O jornalista Minoru Yoshino, da Rádio Japão, falou à Rádio ONU, de Tóquio, sobre como o país está tentando se reerguer da tragédia um mês depois.
Aiea
"Aqueles que lutam para reconstruir e superar essa dificuldade nos dão coragem de enfrentar o dia-a-dia. Acredito que essa mesma reação está acontecendo em outros países também: nos Estados Unidos, no Brasil, na Europa, na Ásia, e acredito que esse sentimento de solidariedade, no melhor sentido, é que tem se propagado pelo mundo inteiro", afirmou.
As Nações Unidas colocaram suas agências e programas à disposição do governo japonês para ajudar após o tsunami.
Situação Precária
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano, esteve no país logo após a tragédia. Uma equipe da Aiea está em contato com a Agência de Segurança Nuclear do Japão para analisar a situação da central atômica de Fukushima.
No mês passado, o Escritório de Assistência Humanitária das Nações Unidas, Ocha, informou sobre a situação precária de japoneses que estão vivendo em abrigos desde a tragédia. Muitos sofrem com doenças como diarreia e outros enfrentam traumas psicológicos e insônia.