Um novo terremoto atingiu o sudoeste da China, neste domingo. O tremor de terra secundário, que costuma acontecer após os terremotos iniciais, matou até agora uma pessoa e feriu cerca de 400, segundo informe da agência chinesa de notícias Xinhua, apenas 15 dias depois da tragédia que matou milhares, na mesma região. A defesa civil contabilizou mais de 70 mil casas destruídas, até agora, na província de Sichuan. Esse último abalo atingiu a magnitude de 5,8 pontos na escala Richter, de 9 pontos, com o epicentro a 40 quilômetros de Guangyuan, segundo a TV estatal.
No momento em que aconteceu o tremor secundário, um batalhão do Exército chinês, com cerca de 180 homens, carregava explosivos para drenar um lago formado pela represa de um rio, que ameaça outro desastre na região. A operação foi provisoriamente suspensa devido aos novos fatos, mas o nível da água de um grande lago em Tangjiashan continua subindo e os engenheiros querem abrir um dreno, por meio de uma explosão na base da barreira, para evitar uma enchente de grandes proporções na região.
- Eu posso assegurar que as pessoas que precisavam ser retiradas já foram seguramente transferidas - disse à agência Xinhua o general Zhou, enquanto administrava o avanço das tropas em direção ao lago, em Beichuan.
Mais de 100 abalos secundários atingiram a área, desde o terremoto de magnitude 7,9 ocorrido no dia 12 de maio. Segundo a agência chinesa, um homem de 80 anos foi resgatado vivo dos escombros em Mianzhu na sexta-feira, 266 horas após o terremoto. Ele estava preso sob um pilar desabado de uma casa e sobreviveu após ter sido alimentado por sua esposa.