O presidente eleito hoje ou no segundo turno em 31 de outubro assumirá a oitava economia do mundo e a maior da América Latina, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com ranking organizado pela agência classificadora de risco Austin Rating com base em dados do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, do Brasil, a preços correntes, deve alcançar US$ 1,91 trilhão, em 2010, e continuar na oitava colocação. No topo da lista estão os Estados Unidos (US$ 14,79 trilhões), seguidos pela China (US$ 5,36 trilhões) e pelo Japão (US$ 5,27 trilhões). Acima do Brasil, em sétimo lugar, está a Itália (US$ 2,12 trilhões). Segundo essas projeções, que vão até 2015, o Brasil deve permanecer na oitava posição pelo menos por esse período. Entretanto, está prevista uma mudança no cenário em 2015. O Brasil deve ultrapassar a Itália (US$ 2,40 trilhões) ao chegar a US$ 2,59 trilhões. Mas a Rússia irá superar o Brasil ao chegar a US$ 3,06 trilhões. Com isso, será mantida a oitava posição do Brasil. Neste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira teve, no primeiro semestre, crescimento recorde desde o início da série histórica em 1996. Nos seis primeiros meses de 2010, o PIB produzido no país cresceu 8,9% em relação ao primeiro semestre de 2009. O IBGE também divulgou, em setembro, um comparativo do PIB do segundo trimestre de 2010 do Brasil com os dos outros países do Bric (grupo integrado pela Rússia, Índia e China, além do Brasil). O crescimento brasileiro de 8,8% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado foi igual ao da Índia, inferior ao da China (10,3%) e superior ao da Rússia (5,2%). A projeção para o crescimento da economia este ano é 7,2%, segundo a proposta de Orçamento para 2011 enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Para 2011, a expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) é de expansão de 4,5%. A tarefa de manter o crescimento sustentável da economia no próximo governo envolve o controle dos preços na economia. A inflação oficial no país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 4,49% em 12 meses encerrados em agosto, próxima da meta estabelecida pelo governo para este ano e 2011, de 4,5%. Essa meta tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, a limite inferior é de 2,5% e o superior, de 6,5%.
Novo presidente brasileiro assumirá oitava economia do mundo e a maior da América Latina
O presidente eleito hoje ou no segundo turno em 31 de outubro assumirá a oitava economia do mundo e a maior da América Latina, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Domingo, 03 de Outubro de 2010 às 07:09, por: CdB