O governo israelense pretende construir 3.500 novas casas para colonos judeus na Cisjordânia ocupada a fim de solidificar seu domínio sobre Jerusalém, disseram fontes do governo nesta segunda-feira, provocando advertências palestinas de que os esforços de paz podem com isso correr risco.
O plano de construção entre o assentamento de Maaleh Adumim e a parte árabe de Jerusalém oriental entra em conflito com o plano de paz conhecido como "mapa do caminho".
O "mapa" prevê o fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, capturadas por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, de 1967, e onde os palestinos buscam criar um Estado.
Fontes do governo israelense disseram que Sharon aprovou na semana passada o projeto de construção, elaborado seis anos atrás, de 3.500 novas casas a leste de Jerusalém.
Israel considera toda a área de Jerusalém como sua capital indivisível, o que não é reconhecido internacionalmente.
Os palestinos, que querem Jerusalém oriental como capital de um futuro Estado, acusam Israel de má-fé no processo de paz.
- Ao expandir assentamentos na Cisjordânia, Israel dá a impressão de que pretende trocar Gaza por uma 'Grande Israel -, afirmou o ministro do planejamento palestino, Ghassan al-Khatib.
- Israel é responsável por quaisquer consequências resultantes dessa contínua violação do mapa do caminho. Não acho que a liderança e o povo palestino possam tolerar isso - ressaltou.
Sharon também ordenou a construção de uma nova estrada sobre a área, ligando as cidades palestinas ao norte e ao sul de Jerusalém, Ramallah e Belém, disseram fontes do governo israelense.
- O primeiro-ministro está pensando adiante, para dar continuidade territorial aos palestinos", declarou uma das fontes.