Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Novo partido na área para balançar 2014

Por Flávio Aguiar - Recebi uma correspondência de meu amigo Nonada Alteroso, que deseja fundar um novo partido. Para quem estranhar estes recebimento, lembro que isto não é novo em minha carreira co-lateral de jornalismo.

Terça, 24 de Dezembro de 2013 às 10:09, por: CdB
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Sonhamos com um país onde o governo apoie a livre iniciativa dos mais pobres
Recebi uma correspondência de meu amigo Nonada Alteroso, que deseja fundar um novo partido.  Para quem estranhar estes recebimento, lembro que isto não é novo em minha carreira co-lateral de jornalismo. Já nos anos 70, no jornal Movimento, eu recebia cartas de meu amigo Iago de Souza, hoje em recesso obsequioso. Aqui na Carta Maior os de boa memória lembrarão que fui o primeiro a receber crrespondência de meu amigo Saul Leblon, hoje não só colaborador, como editorialista prestigioso desta prestigiada página. Assim que nada se estranha em que, repito, meu amigo Nonada Alteroso tenha me enviado esta missiva. Diz ele: Caro Flávio Em atenção a meus pruridos de eleitor completamente insatisfeito com a classe política de meu país, decidi fundar um novo partido, e mais, um novo país para meu partido: o Brasil é inviável, está provado, assim que decidi refundá-lo a partir de meu programa básico, cujo resumo de envio aqui. Qualquer coincidência com partidos existentes será mera semelhança, smj. Isto é, salvo melhor jeremiada. Meu partido, orgulhosamente, se chamará Banda Democrática das Saracuras Pindorâmicas – BDSP – recuperando os valores autênticos de nossa nacionalidade exangue, depois dos sangramentos a que foi submetida nos últimos dez anos. Lembro que a Saracura, nosso símbolo – pássaro de bico longo – mas fino – muito comum no Sudeste de nosso infeliz país – tem por causa mesmo de seu bico a facilidade de obter favores – apenas da natureza, é claro – sabendo arrancar riquezas de onde nada se espra, sempre em proveito de sua sociedade anônima, ou companhia limitada. Orgulhosamente, apresentamos nossa agenda: O resgate do Brasil. "Uma agenda que tem como objetivo resgatar a enorme dívida social que o país ainda tem com milhares de especuladores nacionais e internacionais e garantir às novas gerações rentistas as condições para viver num Brasil mais justo, democrático e desenvolvido para elas, onde riquezas que pertencem a todos estejam a serviço de todos os seus protegidos, protetores, clientes e apaniguados. Um país que olhe seu futuro com mais esperança e tranquilidade para as classes abastadas que são as que contribuem para a riqueza nacional, ao contrário das empobrecidas, que delapidam o tesouro nacional com suas carências sempre exageradas e lacrimosas. Sonhamos com um país onde o governo apoie a livre iniciativa dos mais pobres se submeterem à vontade dos mais ricos, alienando sua capacidade de decisão – decididamente incapaz de escolhas sábias – e restringindo sua capacidade de consumo, que só as conduz ao desperdício perdulário e ominoso. Em que o Estado cumpra o seu papel mínimo de oferecer um ambiente livre para o investimento rentável para quem pode ser rentável, isto é, quem produz riqueza, ao invés daqueles que entopem as filas de aeroportos, antes reservados a classes finas, ou que ocupam indevidamente em transportes públicos as áreas – como nos corredores de ônibus – que deveriam ser reservadas aos carros zero quilômetros. Um país em que a educação privada seja a verdadeira causa pública nacional, como foi no Chile nas últimas décadas, causa agora ameaçada pela pressa populista de uma candidata açodada que quer defender que a educação seja pública e gratuita, contrariando as escolas sábias de Chicago e Viena onde seu antecessor, o General Tehcnochet,  aprendeu tantas lições sábias. Onde o destino de cada criança não seja mais determinado pelas condições materiais de sua família ou pelo local em que nasce ou vive, mas sim pelas horas que decida dedicar ao trabalho salutarmente pouco remunerado, para que aprenda na carne as lições da austeridade européia, que tantos frutos está dando, em países antes dominados pelo desperdício dos aposentados, a fúria sindical, as bolhas de consumo dos mais pobres. Queremos contribuir para a liberdade de expressão, mas não de qualquer jeguelhé que queira se exprimir, e sim de quem tenha condições para tanto, os grandes grupos convencionais, que sempre protegeram os valores  - inclusive o dos cofres – de nosso Tesouro Nacional do assalto pelos famintos de reparti-los entre os despossuídos – que, entre outras coisas, são despossuídos de valores éticos, estéticos, financéticos, entre outros. Acaso quem pasoju fome na vida pode ter algum valor? Valor, afinal, é para quem pode, ora. Ah sim, não vamos esquecer nossa política externa. Hoje o nosso país está isolado do mundo. Do mundo que interessa, é claro. Falamos papalvices com China, Índia, África, Ásia, Oceania, América do Sul, Central. Basta deste desperdício de saliva! Queremos nossa velha dependência de volta! Dependência? É só um primeiro passo! A subserviência é o nosso objetivo! A subserviência nos redime, porque sem ela seremos uma nação de brutos governada por brutos! Queremos também o fim das privatizações pelo Estado! O Estado é tão ruim em tudo, que até para privatizar ele não funciona. Não! Vamos chamar uma empresa privada para privatizar o privatizável! Tudo será privatizado, a começar pela privatização. Criaremos o IPB, Índice de Privatização Bruta – que medirá nossa eficiência em termos de competitividade mundial. Também faremos uma campanha nacional de inclusão social. Inclusão no mercado inteiramente desregulado, livre de impostos, de contribuição sindical obrigatória ou livre, ao contrário, criaremos o imposto sindical reversível, isto é, quem se sindicalizar terá de pagar um imposto a mais, que será imediatamente repassado às empresas que empreguem trabalhadores sem carteira e sem sindicalização. Enfim, caro Flávio, são idéias que me ocorreram, para liberar o país das peias que entravam o seu pleno desenvolvimento e adesão às águas territoriais de Miami. Sinceramente seu, Nonada Alteroso. Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.  
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