De acordo com pesquisadores da Tanzânia ouvidos pela revista científica The Lancet, o medicamento não é tão amargo e não necessita ser esmagado ou diluído, como outras drogas usadas para o tratamento da malária, porque pode ser ingerido com facilidade.
O pesquisador Salim Abdulla, do Instituto de Saúde Ifakara, na Tanzânia, diz que a nova droga com sabor de cereja é eficiente e fácil de ser ministrada.
Especialistas na área de saúde afirmam que o remédio pode ajudar a promover resultados mais eficazes no tratamento da malária e dificultar o surgimento de cepas da doenças mais resistentes a medicamentos.
A malária mata 3 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.