O segundo leilão de obras de arte que pertenceram a Yves Saint Laurent será realizado em novembro, informou a casa de leilões Christie's nesta segunda-feira. A primeira parte da imensa coleção do estilista falecido recentemente foi vendida no início do ano.
Além de arte moderna, pinturas de grandes mestres e desenhos de artistas como Picasso, Fernand Léger e Miró, a venda em Paris incluirá mobiliário e vários objetos de art déco que ocupavam as suntuosas salas do castelo de Saint Laurent.
A primeira venda de tesouros pertencentes a Saint Laurent e seu companheiro e sócio nos negócios, Pierre Bergé, levantou mais de 370 milhões de euros (US$ 525 milhões) em fevereiro, no maior leilão privado em Paris em muitos anos.
A segunda venda, marcada para 17 a 19 de novembro, incluirá quase 1.200 obras abrigadas no Castelo Gabriel --casa de campo do século 19, na Normandia, comprada pelos dois nos anos 1980--, como também de suas duas residências em Paris.
Como no primeiro leilão, que incluiu obras-primas de artistas como Picasso e Matisse, esculturas da Roma Antiga, prataria alemã do século 17 e mobília art déco, o valor obtido no próximo será doado para pesquisas sobre a aids.
Bergé e Saint Laurent formaram uma das maiores e mais importantes coleções de arte privadas do mundo durante cinco décadas, mas depois da morte de Saint Laurent no ano passado Bergé decidiu vender tudo.
A Christie's informou que depois do leilão das principais peças da coleção, em fevereiro, a segunda venda terá objetos de "um charme mais abrandado."
Os dois homens decoraram sua casa de campo em um estio inspirado pela refinada atmosfera dos volumes da obra A la recherche du temps perdu" (Em Busca do Tempo Perdido), de Marcel Proust), admirada pelo estilista.
Entre os itens do leilão está uma pia da Dinastia Ming.
O primeiro leilão foi marcado pela exigência da China de que fossem devolvidas duas esculturas de bronze saqueadas do país no século 19.
Bergé rejeitou o pedido, mas disse que as devolveria se a China respeitasse os direitos humanos e permitisse o retorno ao país do dalai lama, o líder espiritual tibetano, que vive exilado.