Em relatório sobre situação do país, Secretário-Geral diz que hatianos precisam "abraçar Estado de direito para avançar com paz e prosperidade."
Civis no Haiti
As Nações Unidas afirmaram que o novo presidente do Haiti terá "grandes desafios pela frente."
A declaração faz parte de um relatório do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, sobre a situação do país, afetado por um terremoto no ano passado que matou pelo menos 230 mil pessoas e deixou 1,3 milhão desabrigadas.
Cólera
No documento, Ban disse que os "haitianos precisam abraçar o Estado de direito para avançar com paz e prosperidade no país."
Além do terremoto, Ban lembrou que 2010 foi ainda o ano do surto de cólera no Haiti que matou pelo menos 4,6 mil pessoas e deixou 240 mil infectadas.
Um outro problema citado pelo Secretário-Geral foi a onda de violência surgida após o resultado das eleições presidenciais. Depois da troca do segundo colocado na corrida, os eleitores voltaram às urnas no mês passado para escolher o novo presidente haitiano.
Segurança
Os resultados preliminares da votação, que incluiu candidatos ao Parlamento, foi adiada para a segunda-feira. O tenente-coronel das tropas de paz, Minustah, Maurício Cruz, falou à Rádio ONU, de Porto Príncipe, sobre o esquema de segurança preparado para o dia 4.
"Nós já havíamos reforçado, desde segunda-feira, tendo em vista que preliminarmente, os resultados seriam divulgados no dia 31 de março. Então nós aumentamos a nossa presença nas ruas para evitar qualquer tipo de manifestação que perturbasse a ordem pública. A nossa ideia é de mantermos essa presença nas ruas para que a gente possa garantir a ordem e a tranquilidade do povo haitiano até a divulgação dos resultados", disse.
Em seu relatório, Ban Ki-moon disse que o próximo presidente deverá ainda encontrar uma situação de difícil coabitação com um Parlamento, provavelmente dividido.
A presidência está sendo disputada pela ex-senadora e ex-primeira-dama, Mirlande Manigat, e pelo cantor Michel Martelly. O resultado final deverá sair em 16 de abril.