Uma nova forma de avaliar o câncer cervical ou de colo de útero é mais precisa que o Papanicolau (coleta de material do colo uterino para exame em laboratório) e identifica mais lesões perigosas, segundo indicou um estudo italiano difundido na última terça-feira.
Os investigadores utilizaram um tradicional teste para detectar o vírus de papiloma humano (HPV), que causa câncer de útero, e a combinaram com outra que indicava a presença de atividade celular específica que produz o câncer; é o que afirma Gulglirmo Ronco, epidemólogo especialista em câncer do Centro de Prevenção de Câncer de Turim, que dirigiu o estudo.
Um simples exame de proteína chamada P16NK4A mostra alterações celulares que indicam se uma mulher tem lesões pré-cancerígenas, informaram Ronco e sua equipe médica, na revista Lancet Ocology.
- O indicador mostra que houve certo transtorno produzido pelo vírus do papiloma humano (VPH) – comentou Ronco.
- Só uma minoria das mulheres que têm infecção com VPH realmente desenvolvem câncer. O desafio é encontrar quem corre mais risco de tê-lo futuramente – adiantou.
O câncer cervical é o segundo tipo tumoral mais comum em mulheres. Cada ano, por volta de 500.000 pacientes são diagnosticados com a doença, principalmente em países em desenvolvimento.
Tradução: Diego Ferreira