O novo comandante da Polícia Militar (PM) do Rio, coronel José Luís Castro Menezes, anunciou suspensão da anistia concedida a policiais punidos com faltas leves. A anistia foi adotada pelo antecessor no cargo, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho.
O novo comandante da Polícia Militar (PM) do Rio, coronel José Luís Castro Menezes, anunciou suspensão da anistia
O novo comandante da Polícia Militar (PM) do Rio, coronel José Luís Castro Menezes, anunciou suspensão da anistia concedida a policiais punidos com faltas leves. A anistia foi adotada pelo antecessor no cargo, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho.
O novo comandante foi apresentado nesta terça-feira pelo Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. O militar disse que a anistia era uma ideia boa, mas questionou a forma como foi apresentada. “Vamos rever, para estabelecer critérios objetivos”, declarou José Luís.
Publicado na quinta-feira passada, o ato administrativo anistiou policiais militares punidos por ações de menor potencial ofensivo desde 4 de outubro de 2011. Em nota, a PM explicou que a revogação das punições beneficiava "apenas policiais punidos administrativamente, como em casos de atraso, faltas ou ausências não justificadas". De acordo com a PM, episódios mais graves, como os de de corrupção ou de homicídio, continuam sendo analisados pelo Conselho de Disciplina.
Sobre as crtíticas de que a polícia agiu de forma violenta nas manifestações, Luís Castro ressaltou que é uma questão de encontrar a medida certa. “As manifestações são um movimento muito bonito, desconhecido por nós, articulado pelos jovens pela internet. Tem sido um grande aprendizado. Buscamos a medida certa para agir. Manifestação, sim. Mas com ordem”, ressaltou.
A respeito da troca no comando da PM, Beltrame alegou que foi por causa de problema de comunicação. O coronel Erir enfrentou, nas últimas semanas, críticas pelo ação violenta da polícia nos protestos de rua e sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, que sumiu na Favela da Rocinha, em 14 de julho, após ter sido conduzido à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade.
O secretário disse que os trabalhos de investigação sobre o caso Amarildo está sendo feitos por 25 policiais da Divisão de Homicídios (DH). “Não vamos nos distanciar. É um fato triste e vamos buscar respostas. O governo não vai sossegar”.
O novo comandante-geral da Polícia Militar - que assume o posto nesta quarta-feira 6 de agosto - coronel José Luís Castro Menezes, tem 47 anos, é casado, tem uma filha e está na Corporação há 28 anos. Castro entrou como aspirante em 1987.
No fim dos anos 1990, foi comandante do Corpo de Alunos e representante da Secretaria de Segurança Pública no Conselho Estadual de Trânsito. Em 2004, foi subcomandante do Batalhão de Polícia de Transito. No ano seguinte, se tornou subcomandante do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá) e assumiu a chefia do Centro de Instrução Especializada em Armamento e Tiro, onde ficou até 2007.
Ele já foi comandante do 33º BPM (Angra dos Reis), da Coordenadoria de Análises Criminais da PM, do 5º BPM (Harmonia) e chefiava o 1º CPA (Comando de Policiamento de Área) que envolve 10 batalhões da Zona Sul e Zona Norte, além da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar.
Também já foram decididos os novos ocupantes do Estado-Maior da Corporação: os coronéis Paulo Henrique de Moraes (operacional) e Ricardo Pacheco (administrativo). O primeiro estava na chefia da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, e o segundo estava à frente da Diretoria Geral de Ensino e Instrução.
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