Um novo antibiótico, a moxifloxacina, utilizado em associação com outros medicamentos, pode acelerar o tratamento da tuberculose, de acordo com os resultados de um teste preliminar realizado pela revista médica The Lancet.
Atualmente, o tratamento da doença associa vários antibióticos por um período de seis meses, contra o intervalo de 18 meses a 2 anos há alguns anos, mas inúmeros pacientes o interrompem antes da hora, porque se consideram curados..
Um tratamento incompleto ou mal administrado gera um risco maior de recaída grave, favorável a um aumento da transmissão da doença e o surgimento de bacilos resistentes aos antibióticos ditos de primeira linha.
Um teste de fase II foi realizado no Instituto de Doenças do Tórax, no Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com quase 170 pacientes com tuberculose.
Após oito semanas, 80% dos pacientes tratados com a moxifloxacina deram negativo, contra 63% no grupo que não recebeu este antibiótico.
De acordo com o estudo, a taxa de conversão após oito semanas sugere que a moxifloxacina, em associação com outros medicamentos antituberculose de primeira linha, pode reduzir em vários meses a duração do tratamento necessário para curar a tuberculose.
Segundo os autores do estudo, os testes clínicos estão em andamento para determinar se os tratamentos mais curtos com moxifloxacina podem curar a tuberculose tão bem ou melhor que o tratamento de seis meses utilizado atualmente.
Em 2007, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, foram registrados no mundo cerca de 9 milhões de casos de tuberculose. A doença foi responsável por 1,75 milhão de mortos.