Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Novo Acordo da Basiléia foi tema de discussão no Secif-RJ

Terça, 07 de Agosto de 2007 às 15:44, por: CdB

O Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) promoveu uma ampla discussão, nessa terça-feira, sobre o tema Novo acordo de capitais da Basiléia. O professor Benton Gup, da University of Alabama, e autor do livro The new Basel Capital Accord (O Novo Acordo de Capitais da Basiléia), ministrou uma palestra sobre o tema e participou, em seguida, de um debate com o Conselheiro Econômico do Secif-RJ e professor da Fundação Getúlio Vargas, Istvan Kasznar.
 
Como explicou Benton Gup, o Acordo da Basiléia é um contrato internacional que objetiva dar solidez ao sistema financeiro. É uma espécie de "manual" de relacionamento bancário utilizado por dezenas de países. Como foi assinado em 1988, alguns pontos se tornaram defasados, já que o mercado evoluiu. Por isso, em 1999 foi aberto um período de debates sobre o assunto e em 2001 assinou-se um Novo Acordo.
 
— Os mercados passaram por várias transformações desde a publicação do acordo de capitais de 1988 com o desenvolvimento de métodos de identificação, avaliação e administração de risco. Visando a incorporar os avanços na estrutura de riscos, advinda dessa nova forma de execução das atividades bancárias, aliadas à realidade do sistema vigente, o Comitê da Basiléia propôs a revisão desse acordo, procurando desenvolver um sistema com maior alcance no sentido de fortalecer a solidez e a estabilidade do sistema bancário internacional, mantendo a consistência suficiente de que a regulação de capital não seria fonte de desequilíbrio competitivo entre os bancos internacionais ativos. Nesse contexto, surgiu o novo acordo de capitais, conhecido como Basiléia II. A grande novidade foi a incorporação de risco operacional em sua estrutura —, explicou Gup.
 
Perguntado sobre a possibilidade de a crise imobiliária por que passam os Estados Unidos no atual momento se tornar sistêmica, Gup respondeu de forma sintética.

— A crise imobiliária de fato é grave, mas não vai afetar de modo importante os bancos comerciais americanos. O tempo mostrará claramente o que afirmo nesse momento —, enfatizou.
 
Segundo Benton Gup, a crise imobiliária circunscreve apenas um único setor da economia e não há possibilidade de se tornar sistêmica. Para ele, as bolsas americanas assim como todas as outras pelo mundo irão se recuperar muito brevemente quando ficar claro que o alarde foi muito maior do que propriamente é o problema.
 

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