Novidade para os cinemas de rua. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sancionou uma lei que os isenta do pagamento do IPTU e parte do ISS. Na última década se constatou uma redução considerável desses cinemas. A maioria fechou ou virou igreja evangélica. Os que sobraram encontram um forte concorrente nos multiplex. Além de trazer mais segurança por se encontrar em sua maioria dentro de shoppings centers, o multiplex renovou a qualidade de projeção. E essa era a intenção. Uma vez que o filme hollywoodiano, devido a seus altíssimos orçamentos, passou a pagar a maior parte de sua receita nas américas Latina, Central e Ásia. Os multiplex visam a melhor projeção possível, para atrair o espectador às salas de projeção. Segundo pesquisas, o brasileiro passou a ir menos aos cinemas com a chegada da TV a cabo, do VHS e do DVD. O Grupo Severiano Ribeiro, líder do mercado de exibição durante décadas, com maior número de cinemas de rua, caiu para segundo lugar, perdendo para a multiplex Cinemark.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos divulgou essa semana que os aparelhos de videocassete deverão durar no mercado brasileiro por apenas mais cinco anos. Os fabricantes acreditam que em 2004, aproximadamente, 600 mil unidades serão vendidas. O que é relativamente baixo, visto que o número de aparelhos de DVD vendidos no ano passado foi de 1,3 milhão. A vantagem do videocassete em relação ao DVD é sua facilidade para gravar filmes e programas. A gravação em DVD ainda é financeiramente pouco acessível no mercado. Sua popularização deverá durar cinco anos, o que irá acarretar o fim do vídeo.
CURTAS
O canal de TV fechada TNT irá apresentar agora seus filmes com legendas. Pelo menos é o que a emissora pôs à disposição das operadoras. A TNT sempre exibiu seus filmes dublados, o que certamente diminui sua audiência.
No sábado o programa Cadernos de Cinema reprisa Vozes do Medo, filme nacional dividido em 12 episódios de 1970. Após o filme acontece debate com o cineasta Maurice Capovilla, que dirigiu um episódio, e a historiadora Denise Rollemberg.