Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Nove milhões de trabalhadores ficarão desempregados na China

Sexta, 09 de Janeiro de 2004 às 06:57, por: CdB

O Ministério do Trabalho e da Previdência Social da China anunciou nesta sexta-feira, que mais de nove milhões de trabalhadores perderão seus empregos entre 2004 e 2006, última fase da reestruturação das empresas do setor público.    

- A reforma do setor público acabará em 2006, mas a pressão do desemprego sobre a economia chinesa continuará durante os próximos 20 ou 30 anos - afirmou nesta sexta-feira o ministro do Trabalho, Zhang Silin.

Segundo fontes do Ministério, a China deve criar este ano 24 milhões de postos de trabalho para satisfazer a demanda que representam os desempregados, universitários formados e imigrantes rurais.

Com o objetivo de manter o índice de desemprego nas cidades abaixo de 4,3 por cento, Zhang anunciou recentemente o lançamento de um plano de criação de 10 milhões de postos de trabalho anuais até 2010.

O Ministério também prevê fechar em um prazo de dois anos as agências de emprego - criadas em 1998 enquanto se iniciava a reconversão industrial - e substituí-las por uma rede de Previdência Social.

As estatísticas do desemprego urbano na China não incluem os funcionários do setor público que recebem benefícios sociais, nem as pessoas procedentes do campo, inclusive os que contam com permissão de residência.

A Comissão de Administração e Supervisão do Setor Público anunciou em meados de novembro o fechamento nos dois próximos anos de 2.500 empresas públicas em "quebra", que empregam mais de 5 milhões de pessoas.

A China, que fechou mais de 3.000 empresas públicas entre 1994 e 2002, despediu desde 1998 um total de 28 milhões de trabalhadores do setor público.

Em uma tentativa para sanear as empresas públicas com contas no vermelho, o Governo chinês espera privatizar nos próximos cinco anos a maior parte das 100.000 empresas públicas existentes neste país.

A China pretende fundir as principais empresas dos setores estratégicos - como energia, armamento ou automoção - em 30 ou 50 corporações nacionais.

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