Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Nova versão para morte de brasileiro é contraditória

O vazamento de documentos que contradizem a versão das autoridades britânicas para a morte do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes foi recebido com indignação, mas sem surpresa, por parentes do rapaz e seus advogados. A pressão sobre a Scotland Yard, porém, é muito grande e há temores de que o episódio se torne catastrófico para a polícia britânica. (Leia Mais)

Quarta, 17 de Agosto de 2005 às 06:31, por: CdB

O vazamento de documentos que contradizem a versão das autoridades britânicas para a morte do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes foi recebido com indignação, mas sem surpresa, por parentes do rapaz e seus advogados. A pressão sobre a Scotland Yard, porém, é muito grande e há temores de que o episódio se torne catastrófico para a polícia britânica. Segundo a ITV News, a família de Jean Charles quer que os agentes da polícia antiterror envolvidos na morte dele sejam acusados de assassinato.

Uma das advogadas da família do brasileiro, Harrit Witrich, que trabalha com outra advogada, Gareth Peirce - participou do programa da ITV sobre o caso e disse que a reportagem contém informações importantes:

- É uma surpresa o vazamento. Mas comprova o catálogo de erros da polícia. Contraria a versão de que ele teria corrido. 

Witrich disse que as revelações suscitam graves dúvidas sobre a política de atirar para matar, defendida após os atentados de 7 e 21 de julho. Segundo a ITV News, agentes armados receberam autorização para atirar depois que uma equipe de tocaia diante do prédio onde Jean Charles morava identificou-se de maneira vacilante e errônea como um terrorista.

A rede britânica ITV News divulgou documentos e fotografias que trazem detalhes sobre a morte do brasileiro, mostrando que Jean Charles não estava vestindo uma jaqueta volumosa, como a polícia havia divulgado anteriormente, mas, sim, uma jaqueta jeans.

Ele também não estaria carregando uma mochila nem teria pulado a catraca da estação do metrô. Ainda de acordo com a emissora, o brasileiro teria agido normalmente, inclusive teria pego uma jornal para ler, e teria apenas corrido após a chegada do metrô na plataforma.

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