Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Nova testemunha revela que Amarildo foi barbaramente torturado por PMs

Novas revelações sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, por um policial que servia na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, acabam de alterar o rumo das investigações.

Terça, 15 de Outubro de 2013 às 08:03, por: CdB
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Segundo o depoimento, "os agressores perguntavam o tempo todo onde estavam as armas do tráfico
Novas revelações sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos, por um policial que servia na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, acabam de alterar o rumo das investigações. Mais cinco policiais militares serão denunciados e podem ser presos, enquanto um outro oficial da PM será investigado por envolvimento na tortura e morte de Amarildo . Após cerca de oito horas de depoimento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que começou às 16h de domingo, o militar revelou detalhes de como Amarildo teria sido morto na noite de 14 de julho, após ser capturado durante a operação Paz Armada, cujo objetivo era prender traficantes. - Dez PMs, entre eles o major Edson Santos, ex-comandante da UPP, já estão presos. De acordo com a testemunha, por volta das 19h30 no dia da prisão do pedreiro, o tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da UPP Rocinha, preso, determinou que os homens que não eram de confiança dele ficassem ‘trancados’ no contêiner da sede da unidade. Enquanto isso, do lado de fora, Amarildo era submetido a sessão de choques e socos, e asfixiado com saco na cabeça, praticada por Medeiros e seus subordinados. Durante quase 40 minutos, os policias, ‘detidos’ na sede, puderam ouvir gritos e gemidos - relatam as repórteres do diário popular carioca O Dia Adriana Cruz e Maria Inez Magalhães. Segundo o depoimento, "os agressores perguntavam o tempo todo onde estavam as armas do tráfico. Quando Amarildo, que era epilético, desfaleceu, os policiais começaram a gritar ‘deu merda’. O corpo teria sido carregado por Medeiros e outros quatro policiais para a mata. A testemunha não soube dizer onde estava o major Edson, mas garantiu que nada era feito sem o consentimento do oficial. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público vão denunciar os novos acusados". – Houve uma reviravolta. O aditamento da denúncia será feito à Justiça – disse o procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira. A 8ª DPJM vai ouvir pelo menos mais seis policiais que estavam de serviço no dia do sumiço. O policial responsável pelas novas denúncias será retirado do estado e vai integrar o Programa de Proteção à Testemunha. Outras três pessoas que contribuíram com as investigações estão sob proteção.
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