O prefeito da cidade americana de Nova Orleans, Ray Nagin, afirmou nesta terça-feira que "provavelmente 80% da cidade estão embaixo d'água". A cidade, no sul dos Estados Unidos, está tomada pelas águas do Lago Pontchartrain, depois que dois diques se romperam.
- Temos uma quantidade incrível de água nesta cidade. Os dois aeroportos estão inundados, temos um petroleiro que encalhou e agora está vazando óleo. Temos casas que foram, literalmente, arrancadas de suas fundações e jogadas em outro lugar - disse Nagin.
Os suprimentos de comida e água potável na cidade estão começando a acabar, e as autoridades decretaram lei marcial numa tentativa de impedir saques em algumas áreas da cidade.
- As pessoas aqui estão começando a ficar desesperada - disse Leithead.
Centenas de mortos
Autoridades nos EUA temem que a passagem do furacão na segunda-feira pela região do Golfo do México, tenha matado centenas de pessoas. Apenas na cidade de Biloxi, no Mississipi, o número de mortos pode chegar "a centenas", segundo declaração de Vincent Creel, porta-voz da prefeitura.
Ele acrescentou que a cidade costeira foi atingida por uma maré de nove metros devido à tempestade causada pelo Katrina.
- (O número de mortos) chegará às centenas. (No furacão) Camille foram 200 (mortos) e estamos esperando muito mais que isso - disse Creel. O furacão Camille atingiu a área em 1969 e destruiu partes do Mississipi e Louisiana, matando um total de 256 pessoas.
O governador do Mississipi, Haley Barbour, afirmou que, a passagem do Katrina deixou até 80 mortos em apenas no condado de Harrison, onde fica a cidade de Biloxi, e uma operação de resgate está em andamento. Na madrugada desta terça-feira, Biloxi estava isolada de todas as outras cidades e trinta pessoas morreram em um condomínio próximo à praia, segundo autoridades das equipes de emergência de Harrison.
Férias interrompidas
O presidente americano, George W. Bush, interrompeu suas férias e deve voltar a Washington dois dias antes do previsto devido à passagem do furacão Katrina pelo sul do país. Bush pediu que todos os americanos façam doações à Cruz Vermelha do país e outras organizações de ajuda.
- Neste momento nossa prioridade é salvar vidas e estamos ainda em meio a uma operação de busca e resgate - disse o presidente em um discurso.
Equipes de resgate estão usando helicópteros, barcos, ou simplesmente caminhando com dificuldade em meio às águas para tentar alcançar os sobreviventes.
- A inundação está em toda parte... Nova Orleans, todo o Mississipi e Alabama. Todas as áreas baixas foram devastadas - disse o diretor da Agência Federal de Gerenciamento de Emergência, Michael Brown.
Estimativas iniciais das empresas de seguro indicam que os custos de reconstrução podem passar de US$ 25 bilhões, valor recorde de gastos de seguro por desastres naturais.