Uma semana depois da passagem do furacão Katrina, Nova Orleans continua buscando mortos nesta segunda-feira, mas ainda não desistiu de encontrar sobreviventes da pior catástrofe da sua história.
Oficialmente, são 59 mortos, mas as autoridades dizem que o número pode chegar a milhares conforme as equipes de resgate realizam seu trabalho em casas e ruas inundadas.
Centenas de sobreviventes continuam sendo retirados com barcos e helicópteros de telhados, casas e edifícios. A polícia diz receber mais de mil pedidos de ajuda por dia.
As autoridades acreditam que milhares de pessoas permanecem na cidade, antes agitadíssima, apesar da retirada em massa antes e depois do furacão, que representou um dos piores desastres naturais da história norte-americana. No vizinho Estado do Mississippi, há mais de cem mortes confirmadas, além de muitos desaparecidos.
Lentamente, as autoridades vão retomando o controle de Nova Orleans, após dias de homicídios, estupros e saques, que deixaram os EUA e o mundo horrorizados. A cidade, que fica em grande parte abaixo do nível do mar, mergulhou no caos após o Katrina destruir parte da barragem que a protege das águas do lago Pontchartrain.
O Corpo de Engenheiros do Exército disse estar avançando na retirada da água da cidade, mas informou que o trabalho só estará completo dentro de 80 dias ou mais.
O presidente George W. Bush pretende acompanhar os trabalhos de reação ao furacão na segunda-feira nas localidades de Baton Rouge (Louisiana) e Poplarville (Mississippi). Será sua segunda viagem à região em menos de uma semana.
O governo federal, duramente criticado por sua demora em reagir à tragédia, enviou autoridades de primeiro escalão no domingo e prometeu ajuda aos refugiados e a Nova Orleans.
Alguns sobreviventes não escondem sua ira.
- Fomos abandonados em nosso próprio país - disse à rede NBC Aaron Broussard, presidente da paróquia Jefferson, ao sul de Nova Orleans.