Um carro-bomba atingiu um hotel de Bagdá usado por estrangeiros, enquanto tanques dos EUA enfrentavam milicianos xiitas na terça-feira, horas depois de o presidente norte-americano, George W. Bush, ter advertido sobre uma nova onda de violência no país árabe.
Os tanques dos EUA entraram em ação antes do amanhecer, em Kufa (ao sul da capital), enfrentando integrantes da milícia Exército Mehdi, liderada pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr.
Pelo menos 11 pessoas foram mortas e 22 ficaram feridas, disseram funcionários de hospitais de Kufa e de Najaf.
Al-Sadr lançou um levante no mês passado contra as forças de ocupação lideradas pelos EUA. Nos últimos dias, uma ofensiva violenta dos norte-americanos limitou os combates à região de Najaf.
O templo mais sagrado dos muçulmanos xiitas, a mesquita do Imã Ali, em Najaf, foi levemente atingido pelo que pareceu serem foguetes. Danos provocados no local, dedicado ao líder do século 7 cujos seguidores fundaram o ramo xiita do Islã, são uma questão delicada para o as populações majoritariamente xiitas do Irã e do Iraque.
Não se sabe exatamente qual dos dois lados em conflito detonou os explosivos. Comandantes das forças norte-americanas dizem que vão fazer o possível para preservar os locais sagrados.
Pelo menos duas pessoas ficaram feridas em Bagdá, disse a polícia, quando um carro-bomba explodiu do lado de fora do hotel Karma, frequentado por estrangeiros e localizado perto da embaixada da Austrália.
"Tínhamos apenas egípcios e jordanianos hospedando-se no hotel, e tínhamos dois recém-casados iraquianos aqui, mas eles foram embora logo depois da explosão", contou um garçom do hotel.
Testemunhas iraquianas também contaram que um comboio dos EUA foi atacado perto da cidade muçulmana de Falluja.