O combate ao mosquito Aedes Aegypt, transmissor da dengue, foi intensificado em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. Cerca de 40 agentes no combate à dengue neste verão O programa está subdividido em três áreas de atuações: PE (Ponto Estratégico), Visita domiciliar e Armadilha. Segundo a coordenadora do Departamento, Leila Demani, a participação da população no combate e prevenção, é fundamental.
Entre os pontos visitados pelos agentes estão cemitérios (públicos e particulares), praças com fonte e chafariz, ferros velhos e a própria prefeitura. Os agentes estão aplicando o produto que previne a concentração de larvas do mosquito transmissor em bueiros, pneus velhos, caixas d'água e em plantas.
De acordo com Leila Demani, cerca de 60 PEs recebem a cada duas semanas a visita dos agentes. Segundo a coordenadora, nos cemitérios, o foco do mosquito está bem controlado devido ao trabalho persistente das equipes. Mesmo assim, a população foi orientada a substituir vasos de planta com água por pratos com areia. “Muita chuva é uma preocupação. É preciso prestar atenção às garrafas PET e acúmulo de água em lajes”, destacou o agente Rodrigo Pereira.
Leila informou que durante todo o ano são feitas as visitas domiciliares bimestrais na área urbana, o que tem contribuído sensivelmente para uma população mais consciente. Mesmo assim, as equipes procuram visitar todas as comunidades do município para não só colocar o produto, mas distribuir folhetos educativos, cobrir caixas d'água e orientar crianças e adultos quanto ao problema ocasionado pelo mosquito da dengue.
Em relação à área rural, a coordenadora explica que por dificuldade de atuação constante, os agentes espalham o que eles chamam de "armadilha", uma palheta que atraia a fêmea do mosquito. E em caso de detectar foco positivo ou caso positivo da doença, a equipe do PE vai ao local e trabalha em um raio de 300 metros (incluindo ao redor) para fazer um "bloqueio entomológico".