O sistema de refrigeração do reator 2 da central nuclear de Fukushima 1 parou de funcionar, anunciou a operadora do complexo. Técnicos conseguiram evitar um superaquecimento com o bombeamento de água do mar, afirmou a empresa Tepco, que opera a unidade. Um funcionário da agência japonesa de segurança nuclear afirmou que o reator 2 perdeu todas as funções de refrigeração.
As unidades 1 e 3 da central já haviam registrado a mesma falha, que acabaria por resultar em uma explosão nos edifícios de cada um dos reatores. A mais recente aconteceu durante a noite no reator 3.
A nova explosão não teria afetado o reator nuclear. Segundo o governo japonês, também não foi detectada uma elevação dos níveis da radiatividade nas proximidades da usina após a explosão. Segundo a agência de notícias Kyodo, trata-se de uma explosão de hidrogênio, semelhante à primeira, ocorrida.
A central de Fukushima 1, que foi afetada pelo abalo sísmico e o tsunami que devastaram o Japão, tem seis reatores nucleares e está localizada 250 quilômetros ao norte de Tóquio.
Na explosão, pelo menos 11 pessoas ficaram feridas. Mas a operadora da central afirmou que o compartimento primário dos reatores 1 e 3, onde fica o núcleo do reator, continuam intactos, apesar da destruição em parte das unidades.
As autoridades japonesas constatavam um nível de radioatividade , mas não descartaram que tenha havido vazamento de radiação.
Defesa civil busca moradores de Otama, nos arredores da usina. Quase 500 estavam na região na hora da explosão. O jornal The New York Times, noticiou, citando fontes do governo dos EUA, que a tripulação de um porta-aviões americano estacionado na costa japonesa recebeu em uma hora uma dose de radiação correspondente a um mês. As partículas radioativas estão sendo analisadas.
Apesar de o governo japonês ter ordenado a retirada dos moradores da região em um raio de 20 quilômetros da central nuclear, cerca de 500 pessoas ainda estavam dentro do perímetro de segurança no momento da explosão.
A central de Fukushima é a mais antiga da região e está em operação há cerca de 40 anos. Equipes de resgate descobriram cerca de 2 mil cadáveres na região do terremoto japonês.
Os mortos foram encontrados na orla da província de Miyagi, conforme informações da emissora japonesa NHK. Metade dos corpos foram encontrados nas praias da península de Ojika, a outra metade, na cidade de Minamisanriku, que foi severamente destruída pelo terremoto e o subsequente tsunami. A província de Miyagi foi a mais castigada pelo desastre.
Anteriormente, o número oficial de mortos era de 1,6 mil. A polícia, entretanto, afirmou que prevê, só em Miyagi, mais de 10 mil vítimas.
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