Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Nova estratégia de Obama é destruir refúgios da Al Qaeda

O presidente dos EUA, Barack Obama, pretende enviar milhares de soldados para treinar forças afegãs, como parte de uma nova estratégia norte-americana para destruir refúgios da Al Qaeda e conter a insurgência do Talebã. Um comandante do Talebã ironizou o plano, dizendo que o envio de 4.000 soldados adicionais não fará diferença.(Leia Mais)

Sexta, 27 de Março de 2009 às 06:57, por: CdB

O presidente dos EUA, Barack Obama, pretende enviar milhares de soldados para treinar forças afegãs, como parte de uma nova estratégia norte-americana para destruir refúgios da Al Qaeda e conter a insurgência do Talebã. Um comandante do Talebã ironizou o plano, dizendo que o envio de 4.000 soldados adicionais não fará diferença.

Obama anunciará oficialmente o plano nesta sexta-feira, mas três fontes de alto escalão anteciparam que os EUA vão procurar a Rússia, a China, a Índia e até o Irã como parte de um "agressivo esforço regional", que também reconhece o Paquistão como teatro de guerra.

– Pela primeira vez, estamos abordando este problema como dois países - Afeganistão, Paquistão -, mas um só desafio e um só teatro para a nossa diplomacia e nossos esforços de reconstrução. Vemos isso como um problema integrado – disse um dos funcionários, sob a condição de anonimato.

Num sinal da fragilidade da segurança no Paquistão, um homem-bomba matou pelo menos 48 pessoas numa mesquita da região de Khyber, região tribal no noroeste do país, onde há presença de militantes da Al Qaeda e do Talebã, segundo uma autoridade local.

Além disso, a violência no Afeganistão está no seu nível mais elevado desde a invasão norte-americana de 2001. A milícia islâmica ampliou fortemente seus ataques, frequentemente operando a partir de refúgios no lado paquistanês da fronteira.

Obama, que critica seu antecessor George W. Bush por ter priorizado a guerra do Iraque à do Afeganistão, determinou uma revisão da estratégia no Afeganistão logo depois da sua posse, em 20 de janeiro.

– Não se trata de uma reversão para um foco mais estreito na Guerra ao Terrorismo – disse Alex Thier, especialista em Afeganistão do Instituto da Paz, em Washington.

Ele afirmou que, embora o governo Obama cite a intenção de perseguir a Al Qaeda, ele também está se comprometendo com um esforço mais amplo no sentido de estabilizar o Afeganistão.

– Trata-se de um plano abrangente para lidar com uma região crítica e instável – disse.

Pelo plano, os 4.000 instrutores militares irão se incorporar à força afegã, enquanto centenas de funcionários civis dos EUA irão reforçar os programas de reconstrução e desenvolvimento, que carece de verbas suficientes.

Os instrutores são um contingente adicional aos 17 mil soldados que Obama já determinou que sejam enviados ao Afeganistão para ajudar a estabilizar o país antes da eleição presidencial de agosto.

Tags:
Edições digital e impressa