A Ketamina, substância vendida em lojas de produtos agropecuários por R$ 30, está sendo usada como droga em festas de música eletrônica no Distrito Federal. Os consumidores apelidaram o novo entorpecente de "Special K".
Segundo a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), o líquido, que é usado como anestésico em animais, quando aquecido, transforma-se em pó. A substância também pode ser aspirada, dissolvida em bebidas alcoólicas ou ainda misturada em cigarros de maconha. A nova droga causa torpor e alucinações.
O ministério da Agricultura diz que para comprar a substância é preciso apresentar receita do veterinário. A DTE de Brasília explica que, por se tratar de um produto agropecuário e não de uma droga, sua investigação e fiscalização são restritas, assim como a punição para quem vende a substância como entorpecente. Quem comercializa a Ketamina para uso humano não pode ser preso.
- Na verdade a polícia pode até agir. O que a gente não pode é enquadrar essa substância como uma droga. Para fazer esse enquadramento, a gente se baseia em uma portaria da Anvisa, que classifica as substâncias que são consideradas drogas para os fins da nova lei antidrogas - explica o delegado da DTE, João Emílio de Oliveira.
Desde 2002, a Ketamina só pode ser comercializada mediante informações sobre o comprador e a quantidade vendida. Além disso, o comerciante deve guardar a primeira via da receita do veterinário para informar por que o animal precisa do medicamento.
O problema está na fiscalização, que é restrita apenas ao Ministério da Agricultura. O Governo do Distrito Federal não tem autorização para atuar nessa área. - A fiscalização de produtos veterinários, principalmente de produtos sujeitos a controle, pode ser feita pelas secretarias dos Estados desde que haja uma delegação de competência. Hoje essa delegação de competência não existe. Por isso, não fazemos a fiscalização - diz o veterinário da Secretaria de Agricultura Lucílio Antônio Ribeiro.
Nova droga é descoberta pela polícia do DF
A Ketamina, substância vendida em lojas de produtos agropecuários por R$ 30, está sendo usada como droga em festas de música eletrônica no Distrito Federal. Os consumidores apelidaram o novo entorpecente de "Special K". (Leia mais)
Quarta, 04 de Abril de 2007 às 09:03, por: CdB