Todo o nosso apoio à iniciativa da presidenta Dilma Rousseff, que criou, ontem, a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade. É mais um passo para o estado meritocrático, almejado por ela e citado em seu discurso no lançamento do novo fórum. Segundo a chefe de governo, a Câmara tem o objetivo de formular políticas e medidas para fazer mais com menos e aperfeiçoar a gestão pública. A presidenta defende um estado profissional que possa ter boas relações com a iniciativa privada.
“(Queremos) uma relação que não pode ser de oposição, uma relação que não pode ser de conflito ou de interesses conflitantes, mas uma relação em que Estado e empresas privadas, trabalhadores e sociedade tenham clareza de seu objetivo", frisou.
A mídia aplaudiu a medida, dando destaque ao fato em vários jornais de hoje. Participam da direção do grupo o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Abílio Diniz, dono da Companhia Brasileira de Distribuição, Antônio Maciel Neto, presidente da Suzano Papel e Celulose, e Henri Phillipe Reichtsul, ex-presidente da Petrobras e sócio-diretor da SRL empreendimentos.
Gerdau, durante a cerimônia de lançamento, fez questão de frisar que a nova Câmara não deverá tratar de outros assuntos, como política econômica, juros ou câmbio. A instância de conselheiros da presidenta não terá funcionários e tampouco remunerará os seus membros.
Aplaudimos os objetivos da nova Câmara. Fica apenas a pergunta: porque não incluir entre seus quadros um servidor público de carreira das áreas de gestão e de recursos humanos?