O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como operador do "mensalão", propôs nesta quinta-feira à noite o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, passar informações para colaborar com as investigações. O publicitário pediu benefícios em uma eventual ação penal, mas o procurador, no entanto, recusou a proposta.
Nesta sexta-feira, o advogado Marcelo Leonardo, que representa o publicitário Marcos Valério, confirmou que as declarações prestadas por seu cliente nesta quinta ao procurador-geral da República vão dar novo rumo às investigações.
Segundo o advogado, Valério, que já retornou a Belo Horizonte, citou outras pessoas, entregou documentos, e aguarda agora novos desdobramentos das investigações. Ele fez declarações que foram bem além do que já disse à CPI, segundo o advogado.
Marcelo Leonardo afirmou que foi feito um compromisso de sigilo com o Ministério Público Federal sobre as declarações prestadas. Ele adiantou que o publicitário espera que outras pessoas assumam responsabilidades e voltou a negar ser operador do suposto mensalão.
Já a Senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) considera que as notas fiscais e documentos encontrados quinta-feira na casa do policial aposentado Marco Túlio Prata são indícios de irregularidades praticadas pela empresa DNA Propaganda, de propriedade do publicitário Marcos Valério. De acordo com a senadora, nos documentos há nomes de empresas públicas e privadas que podem estar envolvidas em fraudes de licitações.
Uma comissão de integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios reúne-se nesta manhã com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para cobrar maior agilidade no envio de documentos à comissão.
O presidente da CPM, senador Delcidio Amaral (PT-MS), observou que pedidos de documentos feitos há mais de uma semana ainda não foram atendidos pelo BC.
- Não há razão lógica para esse atraso. Precisamos dos documentos urgentemente até o início da próxima semana - disse.