Rio de Janeiro, 22 de Março de 2026

Noticiário internacional mostra Lula mais distante de Chávez

Presidente da República virtualmente eleito, segundo as pesquisas de opinião, Luiz Inácio Lula da Silva "reagiu às críticas de passividade diplomática feitas por seu rival, Geraldo Alckmin" e "se distanciou da Bolívia e da Venezuela", de acordo com o jornal espanhol El País. (Leia Mais)

Quinta, 26 de Outubro de 2006 às 09:16, por: CdB

Presidente da República virtualmente eleito, segundo as pesquisas de opinião, Luiz Inácio Lula da Silva "reagiu às críticas de passividade diplomática feitas por seu rival, Geraldo Alckmin" e "se distanciou da Bolívia e da Venezuela", de acordo com o jornal espanhol El País. Segundo o jornal, as críticas, feitas por Alckmin, são uma mensagem que "toca fundo em um eleitorado com um profundo senso de nação" e as mudanças anunciadas pelo governo "significam uma mudança significativa na política externa para a América do Sul".

As críticas de Alckmin, diz o El País, se concentram principalmente nas relações com a Bolívia, "com quem o Brasil mantém uma dura disputa em um tema tão sensível como é o da política energética, e com a Venezuela, que pela boca de seu presidente, Hugo Chávez, costuma obstruir os esforços brasileiros nos foros onde ambos os países estão presentes". "Brasília advertiu a Bolívia (...) que a agressividade política do presidente Evo Morales contra as empresas brasileiras terá conseqüências", diz o jornal, que afirma ainda que o Brasil teria "retirado de fato a candidatura venezuelana a uma vaga no Conselho de Segurança da ONU".

Economia

O diário norte-americano The Wall Street Journal diz que a campanha presidencial brasileira é "um estudo de opostos", pois os eleitores "escolherão entre duas visões de governo extremamente diferentes, cada uma com conseqüências potencialmente significativas para a economia brasileira". Alckmin baseou sua campanha "em uma plataforma de mudanças econômicas e anticorrupção que inclui cortes fiscais, uma revisão de um código fiscal bizantino e a redução dos gastos do governo".

Já Lula, acredita que "o crescimento do Brasil não depende da redução do tamanho do governo". Segundo o The Wall Street Journal, o presidente "diz que há pouca margem para cortes e, inclusive, pretende aumentar os programas sociais, que vê como uma forma de transformar os pobres em classe média".

Esposas

O diário argentino La Nacíon traz uma reportagem sobre o empenho das esposas dos candidatos brasileiros na reta final para o segundo turno, dizendo que Marisa Lula da Silva e Lu Alckmin "decidiram ir além do protocolo oficial". As esposas "saíram à caça de votos" e "de forma sutil e discreta ajudam a seus maridos na reta final da campanha", segundo o jornal.

"Marisa começou a aparecer em alguns atos políticos de mulheres sem a companhia de Lula, algo que é pouco comum."

"Já Lu (...) deixou de lado os trajes elegantes, se colocou de calça jeans e camiseta e saiu em campanha distribuindo panfletos e pedindo apoio a seu marido."

Mas o La Nacíon ressalta também que "Marisa e Lu obrigaram os candidatos a responder sobre "presentinhos" recebidos por suas respectivas esposas durante o exercício do poder".

O jornal menciona o caso dos óculos e tailleurs recebidos por Marisa e dos 400 vestidos recebidos por Lu de um dos estilistas mais caros do Brasil enquanto seu marido era governador de São Paulo.

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