E ainda é muito, dada a performance do grupo PSDB e cia, que vai completar 20 anos no governo do Estado, e demos e parceiros (tucanos à frente) na Prefeitura de São Paulo nos últimos seis anos. Chove pelo terceiro dia consecutivo na Capital e as atuais chuvas, seguidas dos alagamentos, congestionamentos, dramas e caos gerados na cidade são uma tragédia anunciada. Tornaram-se rotina, por mais que seja difícil aceitar o sofrimento como rotineiro.
O fato é que todos já sabem onde acontecerão as inundações, os córregos que transbordarão, os pontos de estrangulamento que param o trânsito, as áreas de risco que desabarão. Como já sabem, a repetição dessa catástrofe é a prova cabal da incompetência das seguidas administrações tucanas.
Particularmente, das duas últimas que transformaram a cidade num condomínio do PSDB-DEM tendo como síndicos os parceiros José Serra/Gilberto Kassab. O tucano José Serra que se elegeu prefeito por quatro anos, mas como tem o hábito de não cumprir nenhum mandato, renunciou um ano e quatro meses depois; o prefeito Kassab, ainda filiado ao DEM, mas de malas prontas para deixá-lo e que governa mais como tucano do que como demo.
Falta planejamento, investimento, vontade e decisão política
O drama trazido com as chuvas é a prova cabal, também, da total falta de planejamento urbano e de uma política de investimentos para enfrentar a questão. Aliás, não há o que se espantar, estas são marcas comuns de governos demo-tucanos. Sem falar na ausência total de uma política metropolitana. Não a tem, vejam vocês, nem para a maior região urbana do país, a Grande são Paulo.
Mas, a pergunta que não cala é: onde anda a oposição para cobrar e propor alternativas não apenas aos tucanos, prefeito e governador, mas à mídia?
Tão vigilante, cobradora, parcial quando se trata do governo federal e de governos estaduais e municipais do PT em geral, a oposição e, especialmente, a mídia, passaram todos esses anos escondendo da sociedade os descalabros das administrações tucanas. Ou têm rabo preso ou compactuam com elas, ou então, no caso da imprensa, defende as políticas demotucanas por estas atenderem seus interesses corporativos, empresariais e econômicos.
Afinal, se não tomam providências efetivas que acabem, ou sequer minimizem os problemas trazidos pelas enchentes, as administrações demotucanas da dupla José Serra/Kassab tem um ponto em comum que não desagrada a mídia: cortam as obras para contenção de enchentes e dobram, ano a ano, o dinheiro gasto em propaganda de seus governos.