O patrocínio a pesquisas contínuas por fontes alternativas de energia, ao lado da construção de novas hidrelétricas defendida esta semana pela presidenta Dilma Rousseff ao comparecer ao canteiro de obras de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO) demonstra que seu governo desenvolve um esforço casado investindo tanto na construção de usinas quanto na busca de fontes energéticas limpas, cada vez menos poluente para o país.
"Quando não se tem hidrelétrica, o que se usa no lugar é energia nuclear ou térmica, o que significa poluição da natureza de uma forma inimaginável e a colocação em risco da própria vida da população", justificou a presidenta ao comparecer à cerimônia de início do desvio do Rio Madeira, uma das etapas da construção da usina de Santo Antônio.
Conforme ela própria explicou, sua presença em mais uma etapa das obras de construção da Hidrelétrica de Santo Antônio - que junto com a de Jirau forma o complexo hidrelétrico do Rio Madeira - constituia um marco na retomada dos investimentos em grandes projetos de geração de energia a partir de fontes hídricas.
Projeto estratégico para o Brasil
"Esse é um momento histórico - destacou a chefe do governo - porque estamos vendo se concretizar um projeto estratégico para o Brasil, que é a volta do investimento em usinas hidrelétricas. Nós paramos de investir em usinas de grande porte e só recentemente retomamos."
Santo Antônio está projetada para gerar até 3.150 megawatts (MW), mas o consórcio construtor negocia com o governo a possibilidade de ampliar o número de turbinas no empreendimento para aumentar a capacidade a ser instalada.
O consórcio estuda ampliação também da capacidade de Jirau. Se as propostas forem aprovadas pelo Ministério de Minas e Energia, os dois empreendimentos garantirão um volume extra de energia da ordem de 400 MW médios.
Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026
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